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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Petróleo

Notícia da edição impressa de 18/01/2018. Alterada em 17/01 às 18h04min

Petrobras vai colocar número recorde de plataformas no mar

P-74 está sendo construída no estaleiro EBR e deve seguir para o Rio de Janeiro até abril

P-74 está sendo construída no estaleiro EBR e deve seguir para o Rio de Janeiro até abril


/ALDIVO BRANCO MENDES/ESPECIAL/JC
A Petrobras vai instalar um número recorde de plataformas este ano. Serão oito embarcações, todas destinadas ao pré-sal, que, no prazo de um a dois anos, vão ampliar a produção da empresa em mais de 1 milhão de barris por dia, quase a metade do volume total extraído em todo País atualmente.
Nunca a Petrobras instalou tantas plataformas em um mesmo ano. O marco, até então, era 2014, quando quatro unidades iniciaram operação. Na prática, será um salto de produção no pré-sal, que vai ganhar ainda mais importância nos negócios da empresa e no abastecimento interno.
A virada, porém, poderia ter acontecido antes, não fosse a crise nos estaleiros nacionais e a transferência de parte das obras de construção desse conjunto de plataformas para a China. As embarcações foram projetadas em 2012, ainda num período de bonança na Petrobras. Só agora, depois de muitas reviravoltas contratuais, elas vão começar a produzir.
Em 2018, vão entrar em operação o navio-plataforma Cidade de Campos dos Goytacazes, a P-67, P-69, P-74, P-75, P-76 e P-68, segundo levantamento feito pela consultoria E&P Brasil. De acordo com fontes, é possível que também a P-77, programada para 2019 e já com as obras adiantadas, seja antecipada e o número de instalações chegue a oito. A plataforma P-74 está sendo finalizada no Estaleiro do Brasil (EBR), em São José do Norte, e deve deixar o Rio Grande do Sul até abril, com destino ao Rio de Janeiro.
Cada uma dessas plataformas tem capacidade para produzir 150 mil barris por dia de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Juntas, podem extrair, portanto, 1,2 milhão de barris por dia. Mas, para isso, têm que estar conectadas a todos os poços projetados - cinco produtores e outros cinco injetores de água, usados para aumentar a produtividade de cada poço.
Esse processo vai acontecer aos poucos, segundo Luiz Carlos Cronemberg Mendes, gerente executivo de Projetos de Desenvolvimento da Produção da Petrobras. Um poço será instalado a cada três meses. Gradualmente, a produção será ampliada, até chegar a 800 mil barris por dia em 2019 e à capacidade máxima em 2020. Num segundo momento, quando esses poços entrarem na fase de esgotamento, mais 40 serão instalados para compensar perdas. "O desafio é grande, mas factível. Há dois anos havia um risco, por causa da crise. Hoje, esse risco não existe mais."
A fase de instalação de plataformas é bastante custosa e consome boa parte do caixa das petroleiras, destaca o especialista Carlos Rocha, da consultoria IHS Markit. "Não seria sustentável instalar tantas plataformas a cada ano. Isso só vai acontecer em 2018 porque vários fatores contribuíram para que elas entrassem em operação juntas", diz.
Além de construir e transportar a plataforma até um campo, a petroleira tem que criar uma infraestrutura submarina para conseguir transferir o petróleo do subsolo à unidade operacional.
Pelas contas do IHS, cada poço perfurado custa cerca de US$ 90 milhões e o somatório dos 10 a 11 poços de cada plataforma sai por quase US$ 1 bilhão à estatal. Há ainda outro custo bilionário com a compra de equipamentos e serviços de instalação submarina. Mas o gerente da estatal garante que a empresa tem fôlego financeiro para isso.
Enquanto as plataformas eram produzidas, a Petrobras já perfurava os poços e comprava os equipamentos, o que fez com que os gastos fossem diluídos ao longo de anos. De acordo com Mendes, todos os custos estão previstos no plano de negócios da empresa e não serão um sobrepeso nas contas da petroleira em 2018.
Em 2017, a produção média de petróleo da Petrobras no Brasil cresceu 0,4% frente ao ano anterior, somando 2,15 milhões de barris por dia (bpd), atingindo um recorde histórico pelo quarto ano consecutivo. Esse é também o terceiro ano consecutivo que a companhia cumpre sua meta de produção.
A produção própria de gás natural da estatal em 2017, de 79,6 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d), também alcançou volume inédito. Com isso, a produção total no País chegou a 2,65 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), indicando acréscimo de 0,9% em relação a 2016. A marca também constitui um novo recorde.
 
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