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Porto Alegre, domingo, 14 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a Palavra

Notícia da edição impressa de 15/01/2018. Alterada em 12/01 às 19h48min

Chilli Beans completa 20 anos e projeta 900 lojas

Com a Palavra o CEO da Chilli Beans, Caito Maia Foto Divulgação Chilli Beans

Com a Palavra o CEO da Chilli Beans, Caito Maia Foto Divulgação Chilli Beans


CHILLI BEANS/CP/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
Em 2018, a Chilli Beans completa 20 anos e pretende comemorar a data atingindo a meta de 900 franquias. A marca fechou 2017 com 800 pontos de venda, número que representa uma expansão de 100% nos últimos seis anos. Agora, além dos planos para o mercado interno, a perspectiva é de aumentar também a capilaridade da rede em solo internacional.
O CEO da marca, Caito Maia, comemora que, mesmo com a crise, a empresa obteve crescimento considerável e preserva uma boa interação com seus colaboradores e lojistas - relação pela qual aposta conquistar crescimento de 10% neste ano, após dois anos de economia atípica.
Maia acredita que sua formação musical trouxe para a empresa, criada em 1998, uma identidade única, que fideliza não só clientes, mas também colaboradores e franqueados. Aí, na avaliação de Maia, está o diferencial da Chilli Beans para sobreviver em um segmento dominado por multinacionais globais. Assim, a marca torna-se tão dinâmica quanto o seu CEO: com lançamentos semanais, a Chilli Beans comercializa 2,2 milhões de óculos ao ano.
Empresas & Negócios - Quanto o músico influenciou no empresário?
Caito Maia - Na verdade, foi 100%. Tenho uma relação com música e arte que é muito forte. Os pilares da marca Chilli Beans, em ordem de prioridade, inclusive, são música, moda e arte. O fato de eu não ter cursado Administração de Empresas e ter feito uma faculdade de Música fez com que o meu instinto de artista fosse fundamental na construção da marca. Isso tudo é muito forte: fazemos reuniões com shows e temos todo um linguajar de música em nossa trajetória.
Empresas & Negócios - Daí que sai a identidade Chilli Beans?
Maia - A marca, com certeza, tem uma personalidade diferente do restante do mercado. Nossas comunicações têm uma identidade marcante; as campanhas, uma cara diferente; o time que trabalha é bastante descontraído e tem um jeito próprio. A Chilli Beans, desde o começo, levanta a bandeira da diversidade. Hoje, todos tocam no assunto e está super na moda, mas fazemos isso desde o nascimento da marca, há 20 anos. As pessoas tinham preconceito, e temos orgulho de termos essa bandeira de contratações sem julgamento. Olhamos o profissional, a carreira dentro do varejo e da Chilli Beans. Esse pensamento orgânico e supernatural da marca criou uma personalidade forte.
Empresas & Negócios - Isso se tornou uma vantagem competitiva?
Maia - Sim. Hoje, temos muitas marcas no mercado que precisariam muito mais do engajamento de seu time do que realmente têm. Uma empresa, sem seu time, não consegue fazer nada. Não sei se há relatos como esse em outra marca, mas, só no meu celular, tenho mais de 300 fotos de funcionários que trabalham no grupo com o logo da Chilli Beans tatuado. Nunca vi tatuagem, sei lá, do Posto Ipiranga. Este engajamento foi o diferencial e se tornou uma vantagem competitiva essencial para nós no mercado. Se não for assim, se vende commodities, que todo mundo tem. Nós vendemos histórias.
Empresas & Negócios - Como uma marca brasileira faz para se manter em um segmento dominado por multinacionais globais?
Maia - Há 10 anos, sacamos que, se não criássemos diferenciais e continuássemos apenas vendendo óculos, iríamos fechar as portas. Começamos a investir em temas por trás dos óculos. Mas isso só se torna realidade com um bom treinamento e a parceria do time que irá contar essa história para o consumidor. A multinacional, por sua escala, vai perdendo o relacionamento com o cliente e, assim, mercado - aí, encontramos o nosso espaço. Não é à toa que comercializamos 2,2 milhões de peças anualmente.
Empresas & Negócios - Quais são os planos de expansão da marca?
Maia - No ano passado, abrimos 60 lojas, trabalhamos com franquias - temos apenas duas lojas próprias. Agora, estamos com franquias muito eficientes, que custam em torno de R$ 130 mil e apresentam retorno em menos de dois anos. Em cerca de três anos, abrimos 110 lojas franqueados de primeira viagem. Fizemos uma pesquisa com eles, e 99% desejam abrir a segunda loja. As redes, no Brasil, costumam ter problemas de relacionamento. Temos um grau de aproveitamento muito interessante, a ponto de nunca termos tido um litígio na história. Fechamos 2017 com 800 lojas de muito futuro.
Empresas & Negócios - No contexto de crise vivido, como ficou a procura por franquias na comparação com outros anos?
Maia - A procura por franquias dobrou. As pessoas são demitidas durante a crise, têm dinheiro para receber e o investem. O empreendedorismo é uma tendência. No contexto geral, foram dois anos muito difíceis. Estávamos acostumados a crescer dois dígitos e crescemos pouco ou ficamos igual. Para 2018, queremos chegar a 900 lojas e aumentar em 10% o faturamento.
Empresas & Negócios - E a internacionalização nesse cenário?
Maia - Estamos bem, chegamos ao Kuwait, estamos em Portugal, Estados Unidos, Colômbia, Peru, Emirados Árabes Unidos, México, Chile e Tailândia. São operações de cinco ou seis anos e estão sólidas. O mercado internacional, hoje, representa 11% do nosso faturamento total. Pretendemos expandir este número. Porém, em 2018, aproveitaremos para crescer nas regiões que já estamos, com expectativa de aumento de 40% nas franquias.
Empresas & Negócios - E em quais desses processos você está envolvido?
Maia - Coloco muito a mão na massa, então me envolvo em praticamente tudo. Na parte de atividade de design, ajudo a criar, apresento ideias. Além de dar direcionamento para dizer para qual lado uma coleção vai. Adoro criar essas histórias que te comentei. É muito importante para fazer a gestão da marca estar a par da essência dela. A minha participação só não é tão ativa no financeiro, em produto, design, marketing e comercial estou presente. Estou sempre ocupado.
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