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Porto Alegre, terça-feira, 26 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Previdência

Notícia da edição impressa de 27/12/2017. Alterada em 26/12 às 21h50min

Liberar verba por voto não é crime, diz Marun

Carlos Marun admite usar dinheiro como moeda em troca de apoio

Carlos Marun admite usar dinheiro como moeda em troca de apoio


/VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo, PMDB) afirmou, nesta terça-feira, que a liberação de recursos de bancos públicos em troca de apoio à reforma da Previdência não é "crime nem chantagem", mas sim uma "ação de governo".
Após participar de uma reunião com o presidente Michel Temer (PMDB) no Palácio do Planalto, Marun admitiu que está usando a liberação de dinheiro da Caixa Econômica Federal como moeda de troca com governadores para que eles pressionem deputados a aprovarem as mudanças nas regras de aposentadoria.
"Financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo, senão o governador poderia tomar esse financiamento no Bradesco (banco privado)", disse Marun.
"Não entendo que seja uma chantagem o governo atuar no sentido que um aspecto tão importante para o Brasil se torne realidade. O governo espera daqueles governadores que têm recursos a serem liberados, financiamento a ser liberado, uma reciprocidade no que tange a questão da Previdência", completou.
Governadores têm reclamado da prática, mas Marun a tratou com naturalidade. Ao ser questionado sobre possíveis retaliações a quem não ajudar na aprovação da proposta, o ministro disse que, "sendo uma ação de governo, o nível de apoio que o governador puder prestar à questão da reforma vai ser considerado" pela equipe do presidente.
Responsável pela articulação política do Planalto, o ministro afirmou ainda que, nesta quarta-feira, Temer vai fazer uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir uma estratégia para a aprovação da nova Previdência em fevereiro.
O governo, porém, já liberou cargos e emendas parlamentares, além de verba para prefeitos e governadores, e, mesmo assim, não chegou nem perto dos 308 votos necessários para aprovar a medida na Câmara. A votação, prevista para dezembro, foi adiada para 19 de fevereiro.
Segundo Marun, o foco do Planalto é, mais uma vez, convencer os deputados da base que ainda resistem em votar as novas regras de aposentadoria que, na sua avaliação, pertencem a um grupo "casa vez menor". O deputado Beto Mansur (PRB-SP), da tropa de choque do presidente Temer, pretende ir ao Planalto ainda nesta terça para, segundo ele, "atualizar a planilha" de votação.
 
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