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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara dos Deputados

Notícia da edição impressa de 14/12/2017. Alterada em 13/12 às 22h25min

Relator Carlos Marun recua de indiciamento de Janot em CPI

O deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, voltou atrás e desistiu de pedir o indiciamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e seu ex-chefe de gabinete, Eduardo Pelella. Marun, que já está definido para ser o próximo articulador político do presidente Michel Temer (PMDB), havia apresentado seu relatório pedindo que os dois procuradores fossem processados.
"Eles agiram com açodamento, e não quero me equiparar àqueles que eu critico", disse o parlamentar, durante sessão da CPMI na manhã desta quarta-feira, ao justificar a decisão de substituir o indiciamento por um pedido de "investigação profunda" ao Ministério Público Federal (MPF). O deputado também retirou do relatório final o projeto de lei do deputado Wadih Damous (PT-RJ), que proibia que o MPF celebrasse acordos de delação premiada com investigados presos.
O relatório continuará fazendo menções à proposta, mas, em vez de incorporá-la, apenas recomenda que a Câmara aprecie a proposta. No que diz respeito ao ex-procurador Marcello Miller, aos empresários Joesley e Wesley Batista, e ao executivo da JBS Ricardo Saud, Carlos Marun manteve os pedidos de indiciamento.
O deputado do PMDB havia atribuído ao ex-procurador-geral da República os crimes de abuso de autoridade, prevaricação, incitação à subversão e calúnia ao presidente Michel Temer. O futuro secretário de governo de Temer concluiu que as acusações foram baseadas em provas frágeis e "inidôneas" produzidas pelos irmãos Batista.
Para o relator, Janot fundamentou sua ação apenas com a gravação de uma conversa entre Temer e Joesley fora da agenda oficial no Palácio do Jaburu. Carlos Marun foi anunciado no último sábado como novo ministro da Secretaria de Governo pelo presidente Temer em substituição a Antonio Imbassahy (PSDB).
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