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Porto Alegre, quarta-feira, 27 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 28/12/2017. Alterada em 27/12 às 21h23min

Carlos Santos: o presidente negro

Nilton Lourenco Mendes dos Santos
Muito se fala em consciência negra, na maioria das vezes, apenas na semana comemorativa. São eventos de toda a ordem, em várias cidades. Finalmente, contudo, alguém teve a feliz lembrança de homenagear um homem negro que construiu uma bela história em prol dos irmãos negros e brancos: Carlos da Silva Santos, nascido na cidade do Rio Grande, em 9 de dezembro de 1904; e falecido em 8 de maio de 1989, em Porto Alegre.
Para quem não sabe, ele foi o primeiro presidente negro do Parlamento gaúcho e, também, o primeiro negro a assumir como governador do Estado, em 1967 - devido a uma viagem realizada pelo titular, Walter Peracchi Barcelos. Importante salientar que isso ocorreu ainda na época em que o País era governado pelos militares, e Santos pertencia ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), opositor da Aliança Renovadora Nacional (Arena).
Mas, voltando ao presente, quero parabenizar o deputado estadual Catarina Paladini, oriundo da zona Sul do Estado, pela iniciativa de sugerir, com a anuência da Mesa Diretora do Legislativo, o nome do deputado Carlos Santos para integrar o espaço de exposições na entrada do Palácio Farroupilha, sede da Assembleia Legislativa - que, há 50 anos, quando o prédio foi inaugurado, tinha como presidente justamente Carlos Santos.
No local, passam mais de duas mil pessoas por dia, vindas de todas as querências do Rio Grande do Sul. Finalmente, todos que frequentam a Casa da Democracia vão saber quem foi o deputado Carlos Santos, que em sua trajetória foi líder sindical, deputado classista do Brasil, jornalista, advogado formado em 1950 (aos 46 anos de idade) pela Faculdade de Direito de Pelotas, deputado estadual, federal e deputado Emérito do Parlamento gaúcho, e que sempre trabalhou em prol de todos os gaúchos. Sua atenção esteve focada especialmente nas causas dos idosos, menores abandonados, crianças especiais e pelo fim do preconceito racial.
Trata-se de uma justa homenagem, que vai perpetuar o nome do primeiro negro presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Jornalista e cientista político
 
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