Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 27 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 28/12/2017. Alterada em 27/12 às 21h23min

O andarilho da propaganda enganosa

Adeli Sell
E o povo se iludiu com o discurso fácil de campanha. As prioridades seriam segurança pública, saúde e geração de empregos. A prefeitura seria gerida por um corpo técnico selecionadíssimo, através do "banco de talentos", e a estrutura administrativa seria de vanguarda. Ele seria um prefeito presente, que seguiria andando pelas ruas da cidade como na campanha e teria diálogo e trabalho como marcas de governo. O funcionalismo seria valorizado e teria estímulo para executar tarefas.
Depois de um ano de gestão (ou falta dela), o que percebemos é que todo o prometido seria perfeito, não fosse o caos instalado na cidade, admitido pelo próprio chefe do Executivo. Concluímos que o discurso fácil e inconsequente tornou toda a estrutura da prefeitura confusa e ineficiente, sendo ela tomada por apadrinhados políticos que se revezaram nos cargos de secretários, diretores e assessores. E o que dizer das acusações de os funcionários municipais serem os obstáculos para reequilibrar as finanças do município e empecilho para o Executivo colocar a mão na massa. Sem contar os rompantes de mau humor do prefeito que, como uma metralhadora giratória, encaminha projetos mal discutidos e elaborados que não prosperam na Câmara Municipal. Infelizmente, hoje temos uma cidade abandonada, suja, insegura, sem investimentos em infraestrutura e, pior, sem perspectiva de mudança. As soluções do prefeito são as mais frágeis e erradas: aumentar tributos, arrochar os salários dos funcionários e venda de patrimônio público. O discurso fácil da campanha se repete e já sabemos que a solução passa longe daquilo que seria de fato o ideal para Porto Alegre.
Vereador de Porto Alegre (PT)
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia