Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 25 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

Artigo

Notícia da edição impressa de 26/12/2017. Alterada em 25/12 às 19h15min

Mais uma indústria que perdeu a guerra

Bárbara Veit
No início de novembro, foi decretada a falência da empresa Guerra S.A. Implementos Rodoviários. Ela estava em recuperação judicial desde meados de 2015, e não conseguiu se restabelecer.
Analisando o mercado no qual a empresa estava inserida, percebe-se um cenário econômico de constante instabilidade. De acordo com dados fornecidos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), o mercado interno de implementos rodoviários caiu de 159.870 implementos (2014) para 88.318 (2015), queda de 44,76%. A contração do mercado não parou por aí: de 2015 a 2016, aconteceu uma nova queda, de 29,80%, e, em 2017 (de janeiro a outubro), comparando com o mesmo período do ano passado, mais uma queda, de 8,69%. Então, como se manter em mercado tão instável? Na teoria, é muito simples: basta cortar os custos variáveis e as despesas desnecessárias, e reduzir sua estrutura de custos fixos. Contudo, tratando-se de indústrias, o que pode parecer fácil não é bem assim. Devido à estrutura física necessária, não se consegue, de maneira tão elástica, controlar os gastos e as despesas. Uma empresa de 2 mil funcionários que diminui para 200 funcionários, como é o caso da Guerra, não reduz em um décimo os seus custos. Algumas grandes empresas continuam lutando para permanecer no mercado e, assim, entraram com pedido de recuperação judicial. É o caso de Lupatech, Grupo Proema, Amal Construções Metálicas, Luigi Bertolli e outras tantas.
O que é triste é que vivemos em um país de economia montanha-russa, de momentos de cumes e sopés. Às vezes, parece que não somos empresários e administradores, mas sim malabaristas e equilibristas, tentando, a cada nova adversidade, equilibrar mais uma bola. Todavia, alguns chegam aos seus limites e não conseguem mais alegrar a plateia. Foi o caso da Guerra e de outras tantas empresas que tiveram a falência decretada em 2017. Resta-nos, agora, torcer para que aquelas empresas que estão em recuperação judicial consigam reverter o cenário.
Empresária e associada do IEE
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia