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Porto Alegre, domingo, 17 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 18/12/2017. Alterada em 17/12 às 22h22min

Vai sair a obra do Cais Mauá! Vai?

Theodora Cioccari
Que no Brasil o tempo para conseguir uma licença de construção ultrapassa facilmente 400 dias, isso já não é novidade. Quem é do ramo da construção e de obras em geral sabe: pensou em um projeto de edificação, já entra com o pedido de licença na prefeitura o quanto antes, senão, até saírem todas as licenças, a empresa já decretou falência na longa espera. Na prefeitura de Porto Alegre, até tem-se feito algum esforço para melhorar esses números, já que existem processos de licenciamento que estão por lá há incríveis mais de 10 anos esperando aval para sair do papel. Então, 29 anos foi o tempo que transcorreu entre a primeira proposta de revitalização do Cais Mauá e a entrega da licença de instalação (LI) da obra. E o melhor de tudo: a obra será custeada totalmente pela iniciativa privada em um investimento que, na primeira fase, será de 100 milhões de reais, com estimativa de geração de 5 mil empregos entre diretos e indiretos.
Até aí só notícias boas, esquecendo, claro, a parte que levou basicamente o meu tempo atual de vida para que a licença fosse concedida. Entretanto, temos os senões que toda obra pode sofrer; por exemplo, se aparecer um caco de vidro no meio da terra, onde não deveria, isso pode virar pretexto de embargo de toda a obra. Realmente não é fácil.
Quem faz construção sabe, tem que ser extremamente persistente, acreditar no sonho e seguir em frente, porque não faltarão pessoas e órgãos governamentais dispostos a inviabilizar qualquer projeto, mesmo sendo ele importante para a população e para a economia. Portanto, só acredito na revitalização do Cais no dia em que a fita de inauguração for cortada. Desculpem o pessimismo, mas as estatísticas são mais fortes do que a minha boa esperança de ver Porto Alegre moderna, bem estruturada e evoluída. O primeiro passo foi dado. Vamos assistir e torcer para que tudo saia conforme o planejado e que em dois anos possamos ter nosso "Puerto Madero Gaúcho" cheio de pessoas felizes, aproveitando a linda paisagem e fazendo a economia girar nos restaurantes e bares por lá instalados.
Engenheira e associada do IEE 
 
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