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Porto Alegre, terça-feira, 19 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

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Transporte público

Notícia da edição impressa de 20/12/2017. Alterada em 19/12 às 21h30min

Atrasos e superlotação de ônibus são as principais reclamações em Porto Alegre

Aplicativo está disponível para celulares do sistema Android

Aplicativo está disponível para celulares do sistema Android


CLAITON DORNELLES /JC
Suzy Scarton
Constantes atrasos, ônibus que simplesmente não passam e superlotação de veículos. Essas são as principais reclamações dos usuários do aplicativo Fiscaliza Tu!, criado em março pelo gabinete da vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) com o intuito de disponibilizar um canal de comunicação para que os passageiros possam relatar problemas que ocorram no transporte público em Porto Alegre.
No total, houve 5.151 cadastros no aplicativo neste ano - 1.835 no segundo semestre. Desde março, foram 894 denúncias (505 no segundo semestre) sobre 161 linhas de ônibus (no segundo semestre, foram 91). "Costumamos fazer essa fiscalização in loco, mas resolvemos pedir a ajuda da população. A vida cotidiana do passageiro está cada vez mais difícil em Porto Alegre,", afirma Fernanda.
No total, foram 257 (51%) denúncias relativas a atrasos e 128 (25%) de superlotação. Houve outras 120 denúncias por motivos diversos - não realização de viagens, não funcionamento adequado de veículos, sujeira, e utilização de carros sucateados e com péssimas condições de rodagem. A linha 271 - Amapá foi a que mais recebeu críticas sobre atrasos - 21, no total, representando 13,2% das denúncias.
Cinco linhas apareceram tanto no primeiro quanto no segundo semestre no que tange ao atraso: 178 - Praia de Belas, 186 - Liberal, 281 - Campo Novo, 375 - Agronomia/Informática e D43 - Universitária/Direta. Com relação à superlotação, a T4 - Transversal 4 e a 262 - Jardim Vila Nova foram as mais criticadas. As linhas D43 - Universitária/Direta, T7 - Nilo/Praia de Belas, 375 - Agronomia/Informática e T10 - Triângulo/Antônio de Carvalho foram citadas em ambos.
A linha mais criticada durante o ano de 2017 foi a 659 - Ingá, que recebeu 40 denúncias, equivalente a 4,47% do total. As linhas T4 - Transversal 4 e 375 - Agronomia/Informática aparecem em segundo e terceiro lugares, com 35 e 34 denúncias, respectivamente. Há, também, a possibilidade de fazer comentários positivos, mas, no segundo semestre, o sistema não recebeu nenhum elogio. No primeiro semestre, somente um usuário fez uma manifestação positiva.
Para Fernanda, esse dado, por si só, já explica muito. "O usuário não recebe nenhuma melhoria, só o sucateamento do sistema. Quem puder, vai procurar outro meio de transporte, o que vai resultar no aumento da passagem. É uma lógica perversa", comenta. A vereadora se refere às manifestações, por parte do prefeito Nelson Marchezan Júnior e dos representantes das empresas de ônibus, de que o valor da tarifa, hoje fixada em R$ 4,05, deve aumentar novamente no começo de 2018, como resultado da redução do número de passageiros. "Vai ao encontro das políticas que estão sendo adotadas pelo prefeito, uma vez que tentaram excluir a segunda passagem gratuita e reduzir as gratuidades já conquistadas. Tudo para beneficiar o empresário", critica. 
O Fiscaliza Tu! foi desenvolvido pelo enfermeiro Lotário de Souza, sem custos. No primeiro semestre, um relatório com base nos dados coletados foi enviado à prefeitura, que não deu retorno. Agora, a vereadora deve encaminhar o resultado anual ao Tribunal de Contas do Estado, que instalou uma inspeção especial para analisar a questão tarifária, e ao Ministério Público de Contas. O aplicativo está disponível para celulares do sistema Android, na loja da Google Play. As denúncias também podem ser feitas no site www.fernandapsol.com.br/fiscalizatu.
 
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