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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

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Ensino Superior

15/12/2017 - 12h29min. Alterada em 15/12 às 14h18min

UniRitter muda grade curricular e demite professores, desagradando alunos

Alunos da instituição foram comunicados por e-mail sobre as mudanças

Alunos da instituição foram comunicados por e-mail sobre as mudanças


UNIRITTER/DIVULGAÇÃO/JC
Stéphany Franco
A Universidade Ritter dos Reis (UniRitter) anunciou uma série de mudanças para o próximo semestre, entre elas, a demissão de professores e alterações nas grades curriculares dos cursos de graduação. A novidade não agradou parte dos alunos e gerou muita discussão nas redes sociais.
De acordo com o presidente do Diretório Acadêmico (DA) do curso de administração do Campus Fapa, Bernardo Elias, a mudança é inaceitável. “A faculdade nos liberou duas semanas mais cedo e agora eu entendo o motivo. Soltaram a bomba nas férias dos alunos, assim até a volta às aulas o assunto já esfriou”, conta, não escondendo a insatisfação.
Segundo Elias, o DA do qual é presidente está trabalhando em conjunto com o Diretório Central de Estudantes (DCE) do Campus Canoas para verificar o que é possível fazer para que os alunos não saiam prejudicados com as alterações no currículo. “Por mais que a instituição diga que as disciplinas extintas poderão ser aproveitadas, isso não é justo com os alunos porque há matérias que viraram duas no novo currículo, então como vai ficar o aproveitamento?”, questiona o estudante.
Aluno de administração da UniRitter desde 2011, Bruno Pereira ressalta que essa já é a segunda mudança na grade curricular que ele presencia. “Isso só demonstra a falta de organização e credibilidade da universidade”, revela. Pereira afirma que essa última alteração não irá afetá-lo, já que está na reta final do curso, mas se solidariza com os alunos prejudicados.
Para Pereira, o que mais impressiona é que a alteração nas grades curriculares da graduação foi comunicada aos alunos apenas por e-mail. “A mudança poderia ter sido debatida em sala de aula”, diz. De acordo com a estudante de medicina veterinária Laura Ribas, as mudanças promovidas pela universidade não foram nada sutis. "Alteraram praticamente toda a grade curricular da veterinária, excluíram o trabalho de conclusão de curso, mudaram horários, tempo de duração do crédito, além de ter disciplinas que já fizemos extintas e outras novas em semestres que já concluímos", reclama a estudante que está organizando um abaixo-assinado entre os colegas de curso.
Em contrapartida, há alunos que gostaram das mudanças no currículo. É o caso da também estudante de veterinária Amanda Trojahn. “A alteração na grade não vai mudar o meu planejamento para a formatura porque já estou no 9º semestre, mas gostei das mudanças pois, pelo menos para o meu curso, terá algumas cadeiras mais específicas do que tive na época”, salienta.
Em nota, a universidade defende que o novo modelo foi "cuidadosamente revisitado para responder às transformações globais, que têm profundo impacto nas formas de ensinar e aprender", e acrescenta que as equipes de coordenação estão à disposição dos alunos para eventuais dúvidas.
Quanto ao desligamento de professores na UniRitter, o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS), Amarildo Cenci, afirma que a demissão desses funcionários está dentro da normalidade. "O que está acontecendo na universidade é um caso isolado. Não percebemos esse mesmo movimento em outras instituições privadas", aponta o dirigente.
A UniRitter comunicou, em nota (leia abaixo), que as alterações nas grades dos cursos de graduação têm o objetivo de modernizar os currículos. A instituição afirma que está atenta ao movimento dos alunos nas redes sociais, mas que essa manifestação não se reflete no número de estudantes que entrou em contato com a universidade para tirar dúvidas com a coordenação. A UniRitter salienta que nenhum aluno será prejudicado com as alterações, pois todas as disciplinas extintas serão aproveitadas. De acordo com a instituição, a mudança nas grades não irá causar prejuízo financeiro aos alunos.
Sobre a demissão de parte do corpo docente, a universidade alega que a gestão docente abrange contratações, promoções e desligamentos, sendo parte da responsabilidade da instituição buscar as melhores práticas e a atualização contínua. A UniRitter ressalta que as movimentações em seu quadro de professores não têm qualquer relação com a nova legislação trabalhista.
Nesta sexta-feira (15), o DCE de Canoas convoca alunos, ex-alunos e professores demitidos para um manifesto no campus da Região Metropolitana da Capital às 19h. O ato fará um "velório" simbólico da educação na universidade.

Confira a nota na íntegra

Com o compromisso primeiro de atender ao interesse de nossos alunos, que exige melhoria contínua em nossos índices de qualidade acadêmica, e ciente das significativas transformações na Educação Superior e seu reflexo na modernização dos modelos tradicionais de ensino, a UniRitter confirma movimentações em seu corpo de professores.
Como uma Instituição de excelência, a UniRitter tem a qualidade como item irrevogável de suas ações, comprovada pelo Índice Geral de Cursos (IGC/INEP), que a coloca entre as 20% melhores Instituições de Ensino Superior (IES) privadas do Brasil. Nesse sentido, é importante destacar que a gestão docente abrange contratações, promoções e desligamentos, sendo parte da responsabilidade da Instituição de buscar as melhores práticas e a atualização contínua.
Compreendemos que alterações como essas, mesmo quando necessárias, nem sempre são fáceis para todas as partes. A UniRitter faz questão de adotar uma posição de respeito aos profissionais e agradece a todos pelo trabalho realizado até aqui. Informamos que será disponibilizado aos docentes desvinculados atividades que apoiam a recolocação no mercado. A Instituição esclarece, ainda, que as movimentações em seu corpo docente não têm qualquer relação com a nova legislação trabalhista.
Adicionalmente, a UniRitter informa que, a partir do desenho integrado das escolas de ensino, foi dada prioridade aos professores melhores avaliados na Comissão Própria de Avaliação (CPA), com readequação e recomposição da carga horária, permitindo a ampliação do vínculo com a instituição.
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