Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 18 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 19/12/2017. Alterada em 18/12 às 22h56min

Leilão de energia A-4 registra deságio de 54,65%

Grande destaque do certame foram as usinas solares fotovoltaicas

Grande destaque do certame foram as usinas solares fotovoltaicas


/SOLAR ENERGY/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
O leilão de energia A-4 (quatro anos para os empreendimentos entregarem a eletricidade) realizado ontem pelo governo federal movimentou ao todo R$ 5,6 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 39.113.822,400 MWh de energia. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 144,51 por MWh, com deságio de 54,65% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 6,8 bilhões para os consumidores de energia.
No total, foi adquirida a geração de 25 usinas, uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH), uma térmica a biomassa (bagaço de cana), dois parques eólicos e, o grande destaque do certame, 20 usinas solares fotovoltaicas. A soma desses empreendimentos atinge uma potência instalada de 674,512 MW (cerca de 17% da demanda média de eletricidade do Rio Grande do Sul). Os estados com os complexos contratados foram Piauí (oito usinas), Pernambuco (cinco), Bahia (quatro), São Paulo (três), Rio Grande do Norte (duas) e Mato Grosso, Espírito Santo e Goiás (uma). Para fornecerem a energia acordada, os projetos absorverão um investimento de cerca de R$ 4,28 bilhões.
O presidente do Sindicato das Empresas de Energia Eólica do Rio Grande do Sul (Sindieólica-RS), Guilherme Sari, considerou que a demanda apresentada e os preços praticados no leilão foram muito baixos. O preço médio final para as usinas hidráulicas foi de R$ 181,63/MWh. No caso da usina térmica movida a biomassa, o preço médio foi de R$ 234,92/MWh, para as plantas eólicas foi de R$ 108/MWh e para as usinas solares o preço médio fechou em R$ 145,68/MWh.
O dirigente destaca que não houve projetos eólicos gaúchos participando da disputa e um dos motivos foi a limitação do sistema de transmissão do Estado para escoar grandes volumes de energia nos próximos anos. No entanto, no leilão A-6 (seis anos para fornecer a energia), que prevê um tempo maior para a entrega da eletricidade, o que dará mais prazo para fortalecer a rede elétrica gaúcha, os parques do Rio Grande do Sul poderão concorrer. Esse certame será realizado amanhã. Apesar dessa perspectiva, Sari manifesta preocupação que se verifiquem novamente baixos valores e procura por energia. O presidente do Sindieólica-RS estima que pelo menos 2 mil MW em projetos eólicos no Estado possam estar no certame.
O secretário estadual de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, concorda que há mais chances de um empreendimento gaúcho sair vitorioso do leilão A-6, mas existe a interrogação da demanda que será contratada. Sobre a fonte solar, o dirigente argumenta que se trata de uma geração que vai entrar cada vez mais forte na matriz elétrica brasileira. Neste primeiro momento, de propagação da tecnologia, Lemos admite que dificilmente o Rio Grande do Sul poderá concorrer com usinas solares de maior porte com as iniciativas nordestinas, que têm uma capacidade de irradiação solar superior. No entanto, o secretário salienta que o Estado possui um amplo potencial na geração distribuída (painéis fotovoltaicos para atender a consumos menores como de casas ou condomínios).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia