Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 07 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

CORRIGIR

Previdência

07/12/2017 - 09h57min. Alterada em 07/12 às 13h21min

Reunião de Temer termina sem fechar lista de apoios à reforma da Previdência

Em reunião, Temer não conseguiu fechar votos, contagem apontava para 260 votos

Em reunião, Temer não conseguiu fechar votos, contagem apontava para 260 votos


Marcos Corrêa/PR/Divulgação/JC
Agência Brasil
O governo esperava terminar de contabilizar na noite desta quarta-feira (6) quantos votos existem a favor da reforma da Previdência. O presidente Michel Temer reuniu 19 ministros, mais deputados e senadores da base aliada, além de líderes de partido. Foram mais de 47 presentes em uma reunião no Palácio da Alvorada, mas o governo ainda não tem a resposta que queria.
A expectativa era receber dos partidos, no encontro, os números de quantos deputados votam com o governo. A resposta veio apenas do PP. Temer espera esses números até esta quinta-feira (7), ao meio-dia. Na saída da reunião, que durou mais de duas horas, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) conversou com a imprensa. Ele afirmou que o governo tem cerca de 260 votos, e continuará buscando o apoio necessário.
"Fiz uma análise de 260 votos, que tínhamos até o dia de ontem. Alguns partidos ainda ficaram de entregar", diz Mansur. Com esse fechamento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, terá condições de saber se pauta a votação na semana que vem. O deputado, um dos aliados mais fiéis de Temer, afirmou que o governo quer votar na certeza, contabilizando cerca de 325 votos antes de ir para plenário. Para ser aprovada na Câmara, a reforma precisa de 308 votos.
Ainda de acordo com Mansur, Temer tem abordado os parlamentares indecisos questionando sobre qual legado eles querem deixar. O presidente usa como argumento a afirmação de que a reforma será positiva para os mais pobres e cortará privilégios. O presidente foi muito claro com os deputados. Qual é a resposta que o deputado vai dar à sociedade brasileira votando contra a reforma. Que ele está mantendo privilégios.
O aliado de Temer procurou passar tranquilidade, dizendo que o governo ainda tem 15 dias até o recesso legislativo para buscar os votos e colocar a reforma em votação, em primeiro e segundo turno. Nós vamos buscar o número de votos, e queremos um número bem consolidado para vencer no plenário. Até o dia 21, teremos condições de votar o primeiro e segundo turno.
Após reunião com ministros e parlamentares, no último domingo (3), na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, as tratativas em prol da reforma avançaram. No encontro surgiu a ideia de os partidos aliados do governo fecharem questão a favor do tema. O PMDB e o PTB já definiram se definiram por este caminho. Além do partido de Temer, PP, DEM, PR, PRB, PSD e SD podem seguir o mesmo caminho. A possibilidade deu ânimo novo ao governo, que iniciou a semana otimista.
Mesmo que não haja fechamento de questão no PSDB, o governo conta com os votos do partido, cuja aliança com o governo segue questionada. Acredito que o atual presidente do PSDB, Alberto Goldman, e o próximo presidente, Geraldo Alckmin, estão trabalhando no sentido do partido, mesmo que não fechar questão, mas dê um apoio efetivo para a reforma, disse Mansur.
Quando um partido fecha questão, os parlamentares que não acompanham a decisão da executiva podem sofrer penalidades, como suspensão de atividades partidárias ou até mesmo expulsão da legenda.
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia