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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

01/12/2017 - 08h43min. Alterada em 01/12 às 10h41min

IPC-S fica em 0,36% em novembro ante 0,33% em outubro, aponta FGV

O grupo Educação, Leitura e Recreação foi destaque na alta do índice

O grupo Educação, Leitura e Recreação foi destaque na alta do índice


MARCELO G. RIBEIRO/JC
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou para 0,36% em novembro ante 0,33% em outubro, informou nesta sexta-feira, dia 1º, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na terceira quadrissemana de setembro, o IPC-S havia ficado em 0,32%. O indicador acumula altas de 3,01% no ano e de 3,35% em 12 meses.
Das oito classes de despesas analisadas, seis registraram acréscimo em suas taxas de variação de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de novembro: Educação, Leitura e Recreação (0,01% para 0,33%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,31% para 0,39%), Vestuário (-0,27% para 0,01%), Comunicação (0,23% para 0,40%), Despesas Diversas (0,01% para 0,08%) e Transportes (0,79% para 0,80%).
No sentido contrário, registraram decréscimo, segundo a FGV, os grupos Habitação (0,80% para 0,77%) e Alimentação.

Grupo Educação, Leitura e Recreação é destaque na alta do índice 

O grupo Educação, Leitura e Recreação, que avançou de 0,01% na terceira quadrissemana de novembro para 0,33% na quarta leitura do mês, foi o que mais contribuiu para a elevação do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) divulgado nesta sexta-feira.
Nesta classe de despesas, o destaque foi o item passagem aérea, cuja taxa passou de -4,93% para 3,88%. O indicador geral subiu 0,04 ponto porcentual, de 0,32% para 0,36% entre os dois períodos.
Dentre as outras cinco classes de despesas que registraram acréscimo em suas taxas de variação, a FGV destacou o comportamento dos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,60% para -0,31%), em Saúde e Cuidados Pessoais; roupas (-0,40% para -0,01%), em Vestuário; pacotes de telefonia fixa e internet (1,09% para 1,80%), em Comunicação; alimentos para animais domésticos (-1,20% para -0,61%), em Despesas Diversas, e gasolina (2,51% para 3,17%), em Transportes.
Isoladamente, os itens com as maiores influências de alta na mesma base de comparação foram tarifa de eletricidade residencial (3,94% para 3,98%), gasolina (2,51% para 3,17%), plano e seguro de saúde (que repetiu a taxa de variação de 0,95% da terceira quadrissemana), condomínio residencial (1,22% para 1,34%) e etanol (2,66% para 3,31%).
Já os cinco itens com as maiores influências de baixa foram tomate (-13,41% para -14,05%), tarifa de telefone residencial (-1,14% para -1,87%), banana-prata (-8,43% para -8,64%), tarifa de ônibus urbano (0,12% para -0,33%) e ovos (-4,86% para -4,64%).
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