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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

Cultura

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música

Notícia da edição impressa de 15/12/2017. Alterada em 14/12 às 17h24min

Musical com versão de Cinderella moderna e independente é atração em Porto Alegre

Theatro São Pedro recebe quatro sessões do premiado musical neste final de semana

Theatro São Pedro recebe quatro sessões do premiado musical neste final de semana


LÉO AVERSA/DIVULGAÇÃO/JC
Luiza Fritzen
A magia dos contos de fada toma conta do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n) neste fim de semana. Em quatro apresentações, Cinderella, o Musical pode ser assistido nesta sexta-feira, às 20h; no sábado, às 16h e às 20h; e no domingo, às 16h. Os ingressos custam entre R$ 50,00 e R$ 120,00, à venda na bilheteria ou pelo site do teatro.
A adaptação para os palcos brasileiros é a primeira a ser feita fora dos Estados Unidos. A história da gata borralheira ganhou uma versão musical feita especialmente para a TV em 1957. Estrelada por Julie Andrews, a produção é baseada na versão do conto de fadas Cinderella, em especial na versão francesa Cendrillon ou La Petite Pantoufle de Verre, de Charles Perrault. O roteiro e as canções foram escritos por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein. A adaptação para a Broadway estreou em 2013, com novo texto de Douglas Carter Beane, e teve nove indicações ao Tony Awards, além de vencer três Dramas Desk.
Quem dirige a montagem é Carlos Bauzys, conhecido por O homem de la mancha, A madrinha embriagada, entre outros espetáculos. Os figurinos de época são de autoria de Carol Lobato - Rogério Falcão é o responsável pela cenografia, e a coreografia fica ao encargo de Alonso Barros. Assistido por mais de 120 mil pessoas, o espetáculo ganhou o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Cenografia e foi indicado a diversos outros prêmios no Brasil.
O elenco é composto por 22 artistas, que se dividem entre atores, cantores e bailarinos, selecionados em audições realizadas em outubro de 2015, no Rio de Janeiro e em São Paulo. No papel-título, a escolhida entre mais de 500 candidatas foi Bianca Tadini, atriz, cantora, dubladora e tradutora formada em teatro musical pela American Musical and Dramatic Academy, de Nova Iorque.
Natural de São Paulo, Bianca já participou de outras montagens, como O mágico de Oz, na qual interpretou a personagem Dorothy; e protagonizou West Side Story, de Jorge Takla, diretor com quem reeditou a parceria em O rei e eu e Evita. Para a atriz, participar do musical é um sonho realizado. "É um espetáculo que eu já gostava muito, que conhecia bem e adorava as canções." 
Sobre o príncipe encantado, Bianca comenta a parceria com Bruno Narci, ator que se tornou um grande amigo após atuarem juntos na comédia Vanya e Sonia e Masha e Spike. "A gente tem uma cumplicidade muito legal, a nossa troca é muito bonita em cena, é um prazer enorme estar em cena com ele de novo."
Apesar de gostar tanto de atuar quanto de dançar, Bianca assume que a parte musical é a que mais a toca. A artista, que começou a carreira na adolescência, faz aulas de canto desde os 13 anos, e atualmente mantém uma rotina regrada que inclui exercícios vocais diários e acompanhamento com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista.
Além da dedicação pessoal, a atriz relata que o preparo para o espetáculo é bastante complexo. Às duas horas de espetáculo - não raro, com duas sessões por dia e várias na mesma semana - somam-se oito horas diárias de ensaios, realizados seis vezes por semana. "É preciso ter um bom preparo físico para estar tecnicamente muito bem alinhada", conta.
O diferencial do espetáculo, como explica Bianca, é apresentar a Gata Borralheira com uma roupagem moderna, mais independente e determinada, aos moldes dos novos filmes sobre princesas. "Não é a Cinderela que nós estávamos acostumados, ela não fica esperando que o príncipe a salve." A atriz relata que se identifica com a personagem por se tratar de "uma mulher forte e decidida, com voz ativa, que quer mudar o mundo".
A versão mais empoderada da princesa é, para Bianca, importante para o público infantil e para a nova geração de garotas. "As meninas precisam saber desde cedo que elas são, sim, capazes de cuidar da vida delas e enfrentar as dificuldades, que elas podem tudo, assim como os meninos podem." E finaliza: "que nós tenhamos cada vez mais força no mercado de trabalho, na política, em tudo".
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