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Porto Alegre, domingo, 10 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 11/12/2017. Alterada em 10/12 às 21h41min

Parlamentarismo imperial

O senador gaúcho Paulo Paim (PT) faz um balanço dos problemas que o Brasil enfrenta e se diz bastante preocupado com os rumos do País no próximo ano, por causa da política de congelar por 20 anos qualquer tipo de investimento. "A questão social e a vida das pessoas foram deixadas de lado. No Brasil, cada governo que entra desmonta o que o anterior fez." Critica também as reformas e argumenta que, no Senado, foram apresentadas mais de 600 emendas à reforma trabalhista, e nenhuma foi aceita. Depois, o governou baixou uma medida provisória também sobre a trabalhista, e esta recebeu 967 emendas. Coisa de outro mundo.
Reforma da Previdência
Não bastasse tudo isso, vamos ver, agora, a reforma da Previdência, comenta Paulo Paim (foto). O senador acrescenta: "eles mandaram para cá aquela loucura de 49 anos de contribuição e 65 anos de idade para aposentadoria. Como a média de emprego do brasileiro é 9,1 meses/ano, a maioria da população só vai se aposentar depois dos 84 anos". Para Paim, esses exemplos típicos mostram "as decisões irreais, inconsequentes e até irresponsáveis". Segundo ele, "a esculhambação é tanta que mandaram outra reforma e não querem que passe pela comissão especial. Estão ameaçando votar ainda neste ano, direto no plenário, o que é um absurdo. Este é o presente de Natal que o (Michel) Temer (PMDB) quer dar ao povo".
Congresso faz o que bem entende
Na opinião de Paim, "hoje, estamos vivendo praticamente, um parlamentarismo. Quase um poder imperial. O Congresso faz o que bem entende. Uma espécie de vendilhões do templo sob a tutela do governo com ordens do mercado".
Na busca de uma bancada decente
O Executivo, hoje, amanhã ou depois, muda as regras, considera o senador petista. "Eu entendo que é fundamental para a democracia, para a liberdade, para a justiça, para a independência dos Poderes fortalecer uma bancada, no Congresso que eu chamo decente. Vamos reconhecer, a maioria aqui é indecente. O Executivo é indecente também. É só ver um retrato do Executivo."
Brasil que todos querem
Paim acentua que "tínhamos que pensar neste projeto, construir uma proposta e debater o Brasil que todos realmente querem. Um verdadeiro projeto de nação, principalmente com respeito às diferenças". É para isso que surge a Frente Ampla pelo Brasil. "Ela vem sendo discutida de baixo para cima, espontaneamente, nos estados, há mais de dois anos e, agora, ganha mais força. Pretende congregar em torno de temas que interessam a todos deputados e senadores, temas em favor do País."
Na linha do bem
Paulo Paim argumenta que a Frente Ampla pelo Brasil já conta com nomes fortes da política. "Mas se chegar a 200 deputados e 35 senadores, para mim, está mais do que bom", avalia o senador gaúcho. O grupo poderá ter como aliados, além do PT, o PDT, PCdoB, PV, PSB, Rede, PSOL, e outros setores da política que têm compromisso de "fazer o bem sem olhar a quem". As próximas reuniões da Frente Ampla pelo Brasil foram marcadas para os dias 20 de dezembro, em Canoas, e 24 de fevereiro, em Brasília, onde será lançado manifesto à nação.
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