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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de dezembro de 2017.

Jornal do Comércio

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José A. V. da Cunha

Intervalo

Notícia da edição impressa de 26/12/2017. Alterada em 22/12 às 21h43min

Um ano para não deixar saudades

É inegável que 2017 foi um ano difícil, mas não deixa de ser um ciclo que se encerra com duas certezas: foi melhor do que 2016 e pior do que será 2018. Esta é a leitura da maior parte dos executivos de empresas de Comunicação ouvidos por Coletiva.net agora em dezembro. Ninguém revela números, como é um hábito neste segmento, mas há uma grande sinceridade por parte de quase todos quando declaram que, no ano que se encerra, as metas não foram atingidas, especialmente porque a economia como um todo esteve deprimida, no Estado e no País, graças à má herança deixada por um pífio 2016. Hoje, e na próxima segunda-feira, esta coluna estará dedicada a repercutir as convicções dos agentes do mercado, em opiniões que, certamente, poderão servir como reflexão para encarar o ano que vem aí.

Um crescimento viável

Equipe Escala

Equipe Escala


COLETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
O diretor-geral da Escala, João Miragem, disse que 2017 foi o ano em que a empresa começou a sentir os efeitos das mudanças organizacionais implementadas dois anos antes. Um novo conceito de trabalhos aos clientes e parceiros "é fruto de um estudo aprofundado voltado para ampliar nossa performance criativa, além da qualificação da equipe e modelo de gestão citados anteriormente", afirmou o executivo. As metas de faturamento propostas para este ano não foram atingidas, no entanto, Miragem garante que não ficaram longe. "Entendemos que o ano foi positivo ao olhar um contexto mais amplo, além das questões financeiras. Certamente, nossa perspectiva para chegar à meta de faturamento de 2018 tornou-se mais viável com tudo que foi desenvolvido e implementado em 2017 e que refletirá já no próximo ano", projetou.
 

Estratégias para resultados

Fernando Silveira

Fernando Silveira


/COLETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
A mudança de sede contribuiu para a Integrada ficar "muito próxima da efervescência criativa e cultural do 4º Distrito de Porto Alegre", como diz seu diretor Fernando Silveira, ao saudar este como um dos pontos positivos alcançados em 2017. Neste ano, a agência ajustou suas entregas e buscou trabalhar o que acredita que realmente faz a diferença para os clientes, mas sua principal conquista foi ter firmado um modelo com um foco menor em peças para mídia e maior em estratégias voltadas ao resultado, segundo Silveira. "A certeza é que seremos cada vez menos 'agenciadores' e cada vez mais agentes estratégicos para os clientes", explicou, em entrevista ao Coletiva.net. A Integrada fecha o ano com 12 clientes em uma relação de contrato fixo e outros oito atuando via projetos. Depois de não ter realizado tudo o que pretendia em 2017, Silveira acredita que 2018 deva ser mais equilibrado, o que oportunizará mais tempo para inovar em detrimento ao tempo perdido em manter os patamares.

Com criatividade e ousadia

Juliano Hennemann

Juliano Hennemann


/COLETIVA/DIVULGAÇÃO/JC
O ano em que completou o 20º aniversário foi o melhor da história da SPR, na avaliação de seu diretor executivo, Juliano Hennemann, segundo o qual a agência cresceu muito e, para isso, manteve a convicção de que a fusão de criatividade e estratégia é o caminho. "Só com ousadia conseguimos fazer com que as marcas gerem mais e melhores negócios", opinou. Segundo ele, 2017 foi de intenso investimento, com a aquisição de ferramentas de observação das tendências globais e intensificação da relação com o big data a fim de auxiliar na prospecção de clientes. Hennemann disse que o crescimento foi de 40% e que 2017 deixa um sentimento de dever cumprido e a sensação de que a agência se empenhou ao máximo para fazer com que os clientes superassem a crise e, ao mesmo tempo, se fortalecessem. "Estou ciente de que conduzimos as marcas para caminhos ousados e vencedores", contou ele, que expõe o encerramento do ano com um olhar confiante para 2018.

O pior está superado

Ao mesmo tempo em que lamenta o fato de que 2017 foi difícil devido à retração econômica, o sócio da DZ Estúdio, Davi Neves, disse que a empresa comemora o fato de encerrar o ano com uma carteira de clientes "de dar orgulho" e um faturamento que cresceu acima de 10%. "Conseguimos manter os principais clientes da agência e entregar bons resultados para todos", assinalou Neves, ressaltando que a principal conquista foi aumentar o faturamento em um período com tantas dificuldades. "Comparando com 2016 e 2015, crescemos menos, mas conseguimos e isso precisa ser muito comemorado, pois, em 2017, vimos grandes e tradicionais agências gaúchas reduzirem muito seu tamanho", analisou. Para 2018, Neves acredita nas previsões que apontam para um crescimento lento da economia do Brasil. "Estamos com elas, pois, ano que vem, não será de rápida retomada, mas já passamos pelo pior momento", previu. Nesse cenário, informou que a DZ deve seguir aumentando sua relevância no mercado gaúcho e crescendo em faturamento, mantendo-se na casa dos dois dígitos por ano.

Com inovação e esperança

Empresa de Serviços do Ano, a Capacità Eventos superou um ano de crises "exercitando ainda mais a inovação e a criatividade, aspectos integrantes da personalidade de nossa empresa ao longo destas mais de duas décadas", como disse sua diretora Eliana Azeredo. A empresa soube se adaptar ao novo momento do mercado, tendo conseguido se ajustar rapidamente e virar a chave. E termina 2017 com mais esperança: "Apesar da crise não ter passado, existe uma luzinha no fim de túnel que nos incentiva a continuar nossa mudança, acreditar no potencial de nossa equipe e correr, mas correr muito, para continuar obtendo novas conquistas. Não é fácil, mas é possível", analisou Eliana, que projeta para 2018 um aumento de 15% a 20% em relação a 2017, conforme adiantou ao portal Coletiva.net.

By the way...

... 2018 pode começar com uma boa lembrança: é preciso ter competências para construir soluções.
 

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Alexandre Garcia

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O perfil publicado nesta semana por Coletiva.net é do jornalista Alexandre Garcia.
 
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