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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de janeiro de 2018.

Jornal do Comércio

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Notícia da edição impressa de 18/01/2018. Alterada em 17/01 às 22h20min

Toda a criação almeja paz

Por Don Aparecido Donizeti de Souza, bispo auxiliar de Porto Alegre
O mundo em que vivemos é criado por Deus e deve, por isso, manifestar a bondade de seu Criador. No entanto, constantemente, ouvimos e vemos situações de violências e desrespeito para com a vida humana e a vida do planeta. Queremos um mundo mais humano, fraterno e solidário, onde a paz possa predominar em nosso meio, e que o mundo seja restaurado pela força do amor. Esse caminho requer mudança de mentalidade e de comportamento.
No Compêndio da Doutrina Social da Igreja, encontramos o seguinte: "A criação, que é um reflexo da glória divina, almeja a paz" (n. 488). Se toda a criação tem sede dessa paz, é mais que natural percebermos, em nosso interior, esse grande desejo, pois somos criaturas de Deus. Não fomos feitos para a guerra e a violência, mas para a vida, e, conforme Jesus Cristo, "vida em abundância" (Jo 10, 10). Nessa direção, o Compêndio da Doutrina Social nos lembra que, "na Revelação bíblica, a paz é muito mais do que a simples ausência de guerra: ela representa a plenitude da vida (cf.Mt 2, 5); longe de ser uma construção humana, é um sumo dom divino oferecido a todos os homens, que comporta a obediência ao plano de Deus" (n. 499).
É precisamente nessa obediência ao plano de Deus que entra nossa responsabilidade em favorecer para que aconteça a paz tão almejada. Eis a razão pela qual devemos dar a devida atenção ao que Jesus nos pede. Ele, antes de voltar para o Pai, disse aos seus discípulos: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não a dou como o mundo dá" (Jo 14, 27). E, além de nos deixar sua paz, Ele quer que também sejamos anunciadores dessa paz: "Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'Paz para esta casa'" (Lc 10, 5).
De nossa parte, é fundamental acolhermos essa paz que Ele nos oferece e deixar que ela domine nossa mente e nosso coração, e, assim, transborde em nosso modo de viver e proceder onde quer que estejamos. Precisamos dar um basta àquela mania de querer resolver as coisas na base do grito e da ignorância, que só produzem desgraça e sofrimento. Vamos nos empenhar mais para construir uma cultura da paz, fortalecendo a prática do diálogo, do respeito e da aceitação do outro que, muitas vezes, é bem diferente de nós. Busquemos respeitar a dignidade de todo ser humano e orientar nossa convivência para o bem comum, pois a paz é fruto da justiça e do amor. O Concílio Vaticano II nos lembra que "todos os cristãos são 'insistentemente' chamados a praticar a 'verdade no amor', a se unir aos homens verdadeiramente pacíficos, a orar pela paz e a procurar implantá-la" (GS, n. 78).
Tenhamos, por fim, presente o que nos diz o Papa Francisco em sua Exortação Evangelli Gaudium: "Ao anunciar Jesus Cristo, que é a paz em pessoa, a nova evangelização incentiva todo o batizado a ser instrumento de pacificação e testemunha credível de uma vida reconciliada. É hora de saber como projetar, em uma cultura que privilegie o diálogo como forma de encontro, a busca de consenso e de acordos, mas sem separá-la da preocupação por uma sociedade justa, capaz de memória e sem exclusões" (EG. n. 239). Que todos nos sintamos corresponsáveis em vista de um mundo mais humano, fraterno e solidário. Que a paz de Deus reine em nossos corações e contagie todo ambiente no qual nos encontramos.
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