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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

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governo federal

Notícia da edição impressa de 21/11/2017. Alterada em 20/11 às 22h36min

Para novo diretor da PF, Lava Jato é a prioridade

Fernando Segovia (e) participou de ato de transmissão de cargo na PF

Fernando Segovia (e) participou de ato de transmissão de cargo na PF


JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, disse ontem que buscará o "combate incansável à corrupção" à frente do cargo, afirmou que a Operação Lava Jato continuará sendo a agenda prioritária da corporação e criticou a disputa institucional de poder entre a PF e o Ministério Público Federal (MPF) que, na sua visão, apenas beneficia o crime organizado.
Segovia participou, na manhã de ontem, da cerimônia de transmissão de cargo, no salão negro do Ministério da Justiça. Prestigiaram a solenidade o presidente Michel Temer (PMDB), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.
"Nesse vendaval de dúvidas e questionamentos quanto ao futuro da Polícia Federal, gostaria de reafirmar que a minha postura, como tradição, é de obedecer sempre e estritamente às leis e à Constituição, respeitando os direitos humanos e ao mesmo tempo a independência no cumprimento do meu dever", discursou Segovia.
O novo diretor-geral da Polícia Federal disse ter consciência de estar "com os pés no chão" diante dos desafios impostos ao cargo e defendeu a unidade dentro da corporação.
"É nesse espírito de equipe, todos unidos, que buscaremos o combate incansável à corrupção no Brasil, que continuará sendo a agenda prioritária da Polícia Federal, tendo como premissa a continuidade de operações especiais, tais como a Operação Lava Jato, Cui Bono, Cadeia Velha, Lama Asfáltica e tantas outras em andamento nos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal e nas varas da Justiça", ressaltou.
Segóvia prometeu combater com o mesmo rigor o crime organizado em suas diversas modalidades, especialmente o tráfico de entorpecentes e de armas. Também afirmou que a PF trabalhará com isenção para garantir a lisura das eleições de 2018.
"Necessitaremos, cada vez mais, de uma Polícia Federal forte, una e indivisível, com todos os seus servidores, formando um time harmônico, extremamente profissional. Hoje, somos mais de 11 mil heróis anônimos que trabalham dia e noite para garantir um Brasil melhor para todos", afirmou.
O novo diretor-geral da PF também destacou na solenidade que "há hoje uma infeliz e triste situação de uma disputa institucional de poder" entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
"Mas confio muito no espírito de maturidade institucional e profissional dos membros dessas instituições, que neste momento têm a oportunidade de escrever um novo capítulo em sua história, deixando de lado a vaidade e a sede de poder, buscando um equilíbrio e entendimento em nossas ações em prol de toda a nação brasileira, pois o único que se beneficia com essa disputa é o crime organizado", comentou Segóvia.
O imbróglio emperra o andamento de delações já firmadas pela PF, como as colaborações do operador do mensalão Marcos Valério e do marqueteiro Duda Mendonça, feitas sem a participação do MPF.
O acordo de Duda Mendonça está no gabinete do ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte, que só deve deliberar o caso após o plenário do Supremo Tribunal Federal decidir sobre o assunto.
Em seu discurso de posse, Segovia também agradeceu o presidente Temer e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, pela sua nomeação.
 

Promessa é que investigação de Temer terá a 'celeridade de outros inqúeritos'

Depois de se dizer lisonjeado com a presença de Michel Temer (PMDB) em sua cerimônia de posse, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse que o presidente continuará a ser investigado com a "celeridade de todos os outros inquéritos". A afirmação de Segovia sobre a continuidade das investigações se deu diante da insistência de jornalistas. Em um primeiro momento, o novo diretor-geral havia dito que as investigações contra o peemedebista já haviam sido concluídas.
"Não temos mais nada a executar dentro dessas investigações que estão à disposição do Supremo Tribunal Federal", afirmou, em relação aos dois inquéritos que apuravam o crime de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa, que a Câmara dos Deputados decidiu não dar prosseguimento. Contraditado sobre a existência da investigação sobre possíveis irregularidades na elaboração da MP dos Portos, que supostamente concedeu benefícios à empresa Rodrimar, Segovia voltou atrás e afirmou que Temer "continuará a ser investigado".
O novo diretor-geral também falou sobre sua disposição em acelerar os inquéritos que tramitam no STF. Segundo ele, a partir de agora, todos os inquéritos deverão ter um plano de investigação. "Devemos ter em 15 dias essas pesquisas e esse planejamento. Traremos os meios necessários para colocar esses inquéritos para atingir maturidade. Se não houver conclusão até esse prazo, elas continuarão", afirmou.
Questionado sobre sua intenção em promover mudanças no grupo de delegados que atuam perante o STF, Segovia disse que não pretende se "imiscuir na escolha de determinados postos". Segundo ele, a equipe hoje comandada pelo delegado Josélio Azevedo é pequena, mas quem escolherá nomes será o novo diretor de Combate Ao Crime Organizado, Eugênio Ricas.

Com novo impasse, trocas ministeriais podem ficar para o próximo mês

Com novo impasse na base aliada, o presidente Michel Temer (PMDB) avalia adiar trocas ministeriais para o início de dezembro. O peemedebista anunciará agora a nomeação do deputado federal Alexandre Baldy (GO) para Cidades, mas deve segurar a troca de Antonio Imbassahy, do PSDB, da Secretaria de Governo.
O presidente pretendia fazer a mudança ainda ontem, mas um impasse na escolha do sucessor do tucano o levou a reavaliar a decisão. O peemedebista pretendia indicar o ex-ministro de Transportes João Henrique de Almeida para o cargo, com o apoio dos ministros Moreira Franco (PMDB, Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (PMDB, Casa Civil).
A bancada nacional do PMDB, no entanto, reivindica que seja escolhido um parlamentar peemedebista. O partido propõe os nomes de Carlos Marun (MS), Mauro Lopes (MG) ou Saraiva Felipe (MG).
O líder do PMDB, Baleia Rossi, reuniu-se, nesta segunda-feira, com o presidente para defender a escolha de um deputado federal. Além do impasse na Secretaria de Governo, o presidente também ainda não definiu o destino de Imbassahy.
A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, anunciou, nesta segunda-feira, a desfiliação de Baldy. Em nota, ela afirmou que é incompatível com a posição de independência do partido ter um de seus filiados assumindo um cargo na Esplanada dos Ministérios.
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