Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

partidos

Notícia da edição impressa de 09/11/2017. Alterada em 08/11 às 21h30min

Senador Tasso Jereissati se candidata a presidir PSDB

Tasso Jereissati (foto) vai disputar a vaga com o governador de Goiás, Marconi Perillo

Tasso Jereissati (foto) vai disputar a vaga com o governador de Goiás, Marconi Perillo


MARCELO CAMARGO/ABR/JC
O senador Tasso Jereissati lançou oficialmente a sua candidatura à presidência do PSDB, na manhã de  ontem, com a defesa de um código de ética "mais rigoroso" e de um novo estatuto que contemple a adoção do sistema de compliance (conjunto de boas práticas) para fiscalização interna do partido e seus integrantes.
Durante o evento, realizado na liderança da sigla no Senado, estavam presentes 14 deputados federais e seis senadores tucanos. O cearense vai disputar a vaga com o governador de Goiás, Marconi Perillo, apoiado pelo presidente licenciado da sigla, senador Aécio Neves.
Jereissati reforçou que a sigla deve apresentar um programa de partido "que deixe muito claro o papel do Estado, a atuação da iniciativa privada e qual a atuação social que o governo deve ter".
O programa, que serviria de base para a campanha para a eleição presidencial de 2018, já está sendo elaborado por um grupo de economistas. "Queremos que isso apresente para a população que é possível, sim, fazer política com decência e honestidade."
A plataforma de Jereissati é firmada no discurso de que a legenda precisa se "reconectar com as ruas". "Não estou colocando meu nome à disposição para rachar, e sim para unir, mas não adianta ficar unido aqui e distante do povo, temos que ficar conectados com a população, que é tudo o que um partido político precisa", defendeu o tucano ao anunciar a sua candidatura. Ele avaliou que a política e os políticos "sofrem de uma enorme descrença", mas "não existe na história nenhuma saída fora da política".
Para Jereissati, a disputa pela presidência do PSDB com Perillo não representa um "racha" na legenda, e sim "sinal de vida", demonstrando que "o partido está mais vivo do que nunca". "Estamos partindo para a convergência, mas isso não significa unanimidade."
Ele comparou o momento ao da criação do PSDB, no final da década de 1980, por iniciativa, principalmente, de parlamentares dissidentes do PMDB. "É uma refundação, uma reciclagem, pode chamar do que quiser, é uma profunda autocrítica, com o objetivo de se reconectar com as ruas", disse o senador sobre suas propostas.
De acordo com Jereissati, "há uma enorme identidade" dos tucanos com as reformas propostas pelo governo Michel Temer (PMDB), porém, no aspecto político, o partido "está muito distanciado das práticas fisiológicas do governo".
Sobre um eventual desembarque do PSDB, disse que a decisão deve ser tomada até a convenção do partido. "Não sou eu que vou resolver, é o partido", explicou Jereissati.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia