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Porto Alegre, quinta-feira, 02 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 03/11/2017. Alterada em 02/11 às 19h50min

O coração de um grevista

Clecy Salete Cardoso dos Reis
Sei o quanto sofro quando sou empurrada para uma greve. Empurrada sim, pois não posso aceitar passivamente o desrespeito com meu ofício, não posso calar no momento que trabalho e não recebo. A consciência de que os alunos e pais também são penalizados injustamente, tal qual eu e meus colegas, me deixa com o coração apertado. Diferente dos governos, minha classe tem princípios e sabe bem os prejuízos de uma paralisação, porém, não nos deram outra alternativa, e sabendo a importância de nosso dia a dia, sabendo a importância de nossas atitudes diante de nossos alunos, decidimos não nos acovardar.
Penso que os professores no momento em que decidem dizer não a um ato insano de um governo medíocre dão um exemplo gigantesco de honra e honestidade. Não podemos e não devemos aceitar a situação que se apresenta no nosso Estado, mais do que nunca as palavras do nosso Hino cantado em todo o Pampa cabe aqui "Povo que não têm virtude acaba por ser escravo". Neste momento, o melhor exemplo de dignidade é não aceitar calado esse absurdo que fazem com a nossa classe. Sei o quanto sofre o coração de um grevista, o quanto se debate em angústia, o quanto ansioso bate no peito, mas mais uma vez afirmo não nos deram outra alternativa, não tinha como ficar indiferente as agressões sofridas.
Professora do Estado/RS
 
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