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Porto Alegre, quinta-feira, 02 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 03/11/2017. Alterada em 02/11 às 19h50min

A dolorosa elaboração do luto

Carla Rojas Braga
Lidar com a perda de alguém que se ama é das experiências mais dolorosas da vida. Uma mistura de emoções inunda o coração e a mente com tristeza, ansiedade e, principalmente, culpa. Sentimo-nos culpados pelo que dissemos ou deixamos de dizer e isso parece não ter fim. Não existe um tempo certo para superar a perda de alguém, pois depende de cada pessoa. Mas o primeiro ano é o mais difícil. É quando ocorrem as primeiras datas sem a pessoa. Depois vem a fase de adaptação, oscilando entre aceitação e negação e a tristeza pode ocupar todo pensamento. Tudo isso dói. Um processo de elaboração de luto é finalizado quando conseguimos superar a perda. Não é que se vá esquecer a pessoa, pois as lembranças e a ausência continuarão, mas a perda não vai mais ocupar lugar de destaque na vida. O luto complicado ocorre quando a tristeza profunda e prolongada faz com que todo pensamento e ato do dia a dia sejam associados à perda e a pessoa não consiga se desligar. Ela deixa de realizar as atividades costumeiras e se isola.
Elaborar a morte de uma pessoa amada é um processo doloroso e requer paciência de todos, tanto da pessoa enlutada quanto das que a cercam. O que mais ajuda nessas horas é poder conversar sobre os sentimentos, sobre a morte e suas circunstâncias e, principalmente, sobre a pessoa que morreu. Lembrar das coisas boas e ruins, poder recordar as gracinhas e até as chatices. Além disso, ter uma crença religiosa e/ou espiritual também é reconfortante e a ajuda de um profissional da área da psicologia pode ser necessária para aliviar a dor psíquica e ajudar o paciente a seguir em frente com leveza no coração e na alma.
Psicóloga
 
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