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Porto Alegre, terça-feira, 28 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

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Educação

Alterada em 28/11 às 18h28min

Greve de servidores na Ufrgs, Ufcspa e IFRS não prejudica atividades acadêmicas

Paralisação na Ufrgs foi deflagrada na última semana, seguindo orientação da Fasubra

Paralisação na Ufrgs foi deflagrada na última semana, seguindo orientação da Fasubra


ASSUFRGS/DIVULGAÇÃO/JC
Paulo Egídio
A greve geral dos servidores técnico-administrativos das universidades gaúchas não tem afetado os serviços e a comunidade acadêmica. Aprovada há uma semana, em assembleia da Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Assufrgs/Sindicato), entidade que representa a categoria em três instituições no Estado, a paralisação tem como foco as medidas de ajuste propostas pelo governo federal.
Maior instituição de ensino superior gaúcha, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), não tem sequer estimativa do número de trabalhadores paralisados. Conforme a universidade, apenas algumas bibliotecas da Faculdade de Educação (Faced) devem funcionar em horários especiais nos próximos dias. Na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa), de acordo com a assessoria da entidade, não há setores afetados pela paralisação até o momento.
No Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), apenas os dois campus da capital aderiram à mobilização até agora. Enquanto no Campus Porto Alegre, que fica no Centro Histórico, apenas a biblioteca atua em horários especiais, no campus da Restinga, o setor está paralisado, assim como a área de Tecnologia da Informação. Outras áreas, como a administração, gestão de pessoas, ensino e pesquisa estão funcionando parcialmente.
Servidores das demais unidades do IFRS ainda não realizaram assembleia para definição da adesão ao movimento – o que deve ocorrer nos próximos dias. Em Bento Gonçalves, por exemplo, a reunião que decidirá pela adesão à greve para o campi do município e trabalhadores da reitoria será realizada nesta quarta-feira (29).

Pauta dos grevistas

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Manifestantes bloquearam entrada do Ministério do planejamento em busca de audiência. Foto Fasubra/Divulgação/JC

Deflagrada em 20 de novembro, a greve segue determinação nacional da Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra) e tem como alvo o descumprimento de um acordo ajustado há dois anos com o governo federal. “Chegamos a fazer 13 solicitações de audiência e não recebemos retorno”, justifica a coordenadora-geral da Assufrgs, Bernadete Menezes.
Conforme a dirigente, entre os pontos não cumpridos pelo governo estariam a criação de comissões sobre o assédio moral nas universidades e para melhorar a carreira dos servidores, além de um grupo de trabalho que fiscalizaria as empresas terceirizadas contratadas pelas instituições.
Os sindicalistas criticam também as medidas adotadas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB), como as já aprovadas PEC do Teto de Gastos, reforma trabalhista e terceirização, além de protestarem contra a reforma da Previdência e o decreto Decreto 9188/17, emitido no início do mês, que prevê a alienação de ativos pertencentes a estatais sem licitação.
Na manhã desta segunda-feira (27), manifestantes ligados ao comando nacional de greve da Fasubra bloquearam a entrada do Ministério do Planejamento, em Brasília, em busca de uma reunião para discutir a pauta de reivindicações. A ocupação terminou por volta das 11h sem tumulto ou depredações, após representantes dos trabalhadores serem recebidos pelo secretário de Gestão de Pessoas, Augusto Chiba.  Na ocasião, os servidores acertaram uma reunião com representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação em até duas semanas para discutir a pauta da greve. 
Contatado pela reportagem, o Ministério do Planejamento não quis se posicionar sobre os motivos da greve. por meio da assessoria, o órgão informou que "não se manifesta sobre temas que estão sendo negociados diretamente com servidores públicos".
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