Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 27 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Direitos Humanos

Notícia da edição impressa de 27/11/2017. Alterada em 27/11 às 17h12min

Contra retrocessos, Parada Livre reúne 30 mil em Porto Alegre

ONGs arrecadaram cerca de R$ 40 mil para custear o evento

ONGs arrecadaram cerca de R$ 40 mil para custear o evento


FREDY VIEIRA/JC
Suzy Scarton
Mesmo com o dia nublado, o clima foi colorido no Parque Farroupilha, a Redenção, na tarde deste domingo na Capital. A XXI Parada Livre, cujo tema deste ano foi "Berro contra os retrocessos", reuniu mais de 30 mil pessoas em um evento que contou com apresentações musicais, presença de políticos e discursos contrários a algumas medidas que vêm sendo tomadas pelo presidente Michel Temer, pelo governador José Ivo Sartori e pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior no que se refere à pauta dos direitos humanos.
Uma das principais críticas, apresentadas por boa parte das participantes do ato que subiram ao palco para discursar, diz respeito à falta de investimento municipal na Parada Livre deste ano. "Não foi uma surpresa, era o esperado. O governo Marchezan não investe em cultura, já tínhamos visto isso quando não houve repasse para o Carnaval", comenta Pâmela May, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM). O dinheiro utilizado para custear o evento - cerca de R$ 40 mil - foi arrecadado via doações, parcerias e contrapartidas. Além disso, a organização também investiu no comércio de bottons e de camisetas relacionados ao tema.
A falta de verba da prefeitura não alterou o clima de comemoração do movimento. Essa, pelo menos, foi a percepção de Jorge Wolff, de 32 anos, e de Franciesco Zucchetto, de 29, casados há seis anos. Wolff frequenta o evento desde 2005 e reconheceu o esforço dos organizadores. "A comunidade LGBT tem que se unir mais. Não podemos esperar por patrocínio nem apoio", explica. Para ele, uma das questões que causou mais indignação relativas à pauta LGBT neste ano - o ressurgimento da polêmica que envolve uma "cura gay" - é motivo de risada. "Só posso rir disso. Querem curar algo que não é doença, com tantos outros problemas para serem resolvidos", comenta.
O público que compareceu vai ao encontro do que a Parada Livre propõe: diversidade. Pessoas de todas as idades, gêneros e raças se divertiram, enrolados em bandeiras com as cores do arco-íris e tiaras de unicórnio. O evento contou até com o apoio da Região Escoteira do Estado, que aproveitou para divulgar o escotismo. A vereadora de Porto Alegre Fernanda Melchionna (PSOL), a deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB) e a deputada federal Maria do Rosário (PT) também estiveram presentes. Depois das apresentações, o grupo realizou uma caminhada com a participação de sete trios elétricos.
No sábado, grupos de ativistas se reuniram em um ato na Redenção pelos direitos da mulher e contra o machismo. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que se lembrava o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e teve como foco principal a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 181/2015. Apelidada de PEC Cavalo de Troia, a proposta é considerada um retrocesso, uma vez que volta atrás em situações em que a interrupção da gravidez é permitida no Brasil, como nos casos de estupro, risco de morte para a mãe ou para o bebê e anencefalia do feto.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia