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Porto Alegre, terça-feira, 21 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

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protestos

21/11/2017 - 08h29min. Alterada em 21/11 às 12h21min

Professores do Estado bloqueiam os acessos da Assembleia Legislativa

Categoria decidiu manter o bloqueio da Casa durante toda a terça-feira

Categoria decidiu manter o bloqueio da Casa durante toda a terça-feira


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Professores da rede estadual ligados ao Cpers/Sindicato bloqueiam na manhã desta terça-feira (21) os acessos à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na Praça da Matriz, Centro de Porto Alegre. O objetivo da manifestação, de acordo com o sindicato, é impedir a votação do Projeto de Lei do Ajuste Fiscal, apresentado hoje pelo governador José Ivo Sartori. A ideia é que não haja funcionamento da Casa nesta terça, e os bloqueios devem ser mantidos até que haja um acordo.
Entre os pontos de que trata o projeto, o Cpers alega que o PL suspende os reajustes salariais por seis anos e congela os investimentos no serviço público, afetando diretamente a educação os professores da rede estadual. Com o protesto, a categoria ainda reivindica nova reunião com o governo. 
O clima chegou a ficar tenso na Praça da Matriz devido aos bloqueios. Após tentativa de negociação dos deputados para entrada na Casa, um grupo de parlamentares tentou entrar à força no local e o comando de greve do Cpers decidiu que servidores manteriam fechadas as portas de acesso ao prédio. Sem conseguir entrar, os deputados se dirigiram para a Casa Rosa, prédio do Memorial do Legislativo do RS. No entorno do Palácio Piratini, a tropa de choque e a cavalaria da Brigada Militar fazem a segurança. 
Na manhã desta terça, o governo do Estado apresentou o projeto de lei que busca a autorização para o Rio Grande do Sul aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Agora, o texto seguirá para apreciação da Assembleia Legislativa. 
Os professores do Estado estão em greve há dois meses e meio, desde o dia 5 setembro. As principais reivindicações dos educadores são reposição salarial de 21,85%, pagamento do 13º até o dia 20 de dezembro e a garantia de não haver mais parcelamento de salários. Apesar da paralisação mantida, grande parte das escolas já retomaram as aulas. Das 2.545 instituições estaduais de ensino, a Seduc estima que 1.990 funcionam normalmente, 35 estão totalmente fechadas e cerca de 500 estão com paralisação parcial. 
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