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Porto Alegre, terça-feira, 07 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Educação

07/11/2017 - 12h32min. Alterada em 07/11 às 13h49min

Cpers propõe terminar ano letivo após férias para sair da greve

Dirigentes do Cpers-Sindicato entregaram pauta para Secretaria da Educação

Dirigentes do Cpers-Sindicato entregaram pauta para Secretaria da Educação


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Isabella Sander
O Cpers/Sindicato entregou na manhã desta terça-feira (7) uma contraproposta de negociação à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para o fim da greve. Nela constam 10 itens. Entre eles, está a sugestão de terminar o ano letivo de 2017 em março de 2018, após os 45 dias de férias previstos por lei ao Magistério em janeiro e fevereiro. A proposta pode prejudicar estudantes do 3º ano do Ensino Médio que conseguirem vaga em universidades para ingresso no começo do ano que vem. O governo do Estado prometeu dar um retorno em breve.
No final da manhã, dirigentes do Cpers-Sindicato invadiram o gabinete do líder do Governo Sartori na Assembleia Legislativa, Gabriel Souza, para pressionar pela negociação. 
Para a secretária-adjunta de Educação, Iara Wortmann, essa foi uma grande surpresa da proposta do Cpers: “Desde 1979, quando ocorreu a primeira greve dos professores, até hoje, foi a primeira vez que o sindicato trouxe uma proposta envolvendo encerrar a greve, fazer as férias da categoria e voltar depois a cumprir o ano letivo”, revela Iara. Segundo a gestora da pasta, a maioria das escolas já teve retorno das aulas e, por isso, só as que seguem paralisadas precisariam ter seu calendário escolar refeito.

Confira os 10 itens da proposta:

  • 1. Garantia do fim do parcelamento dos salários até o final de dezembro deste ano.
  • 2. Retirada da PEC 257/ 2017, mantendo com isso na Constituição Estadual o artigo 35 que assegura o pagamento integral dos salários no último dia útil do mês trabalhado.
  • 3. Pagamento do 13º salário até o dia 20 de dezembro de 2017.
  • 4. Não demissão dos educadores contratados que aderiram à greve.
  • 5. Nenhuma punição a nenhum servidor que fez greve como, por exemplo: alteração de designação, diminuição da carga horária, perda de convocação e fechamento de turmas.
  • 6. Retirada do 62 (regime de urgência) dos projetos que tratam da reestruturação do IPE para que a categoria possa ter tempo de discutir a questão.
  • 7. Retirada das PECs 242, que extingue a licença-prêmio e 261, que altera o tempo de serviço para tempo de contribuição.
  • 8. Publicação da cedência para os diretores de Núcleo.
  • 9. Garantia do direito de 45 dias de férias, em janeiro e fevereiro.
  • 10. Mesa de negociação para o pagamento da reposição salarial de 21,85%.
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