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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Educação

05/11/2017 - 15h16min. Alterada em 06/11 às 17h54min

Atrasados perdem primeiro dia do Enem em Porto Alegre

Alunos chegando para fazer o Enem no Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre

Alunos chegando para fazer o Enem no Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre


MARCO QUINTANA/JC
O primeiro dia da prova do Enem movimenta Porto Alegre e é marcado pelos candidatos atrasados, que acabam ficando fora da lista para buscar vagas em universidades. No campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), o maior local em número de candidatos, muita gente chegou quando os portões estavam sendo fechados às 13h deste domingo (5).
Pessoas como a estudante Kaori Fukuka, de 17 anos, alegou que estava no campus e entendeu que os portões que fechavam eram os do acesso principal da avenida Ipiranga. "Tá errado isso", revoltou-se a jovem, que já faz curso em universidade mas quer tentar outra área.
O Inep, que organiza o exame nacional, divulgou o Twitter o tema da redação, que está sendo aplicada neste primeiro dia. Logo no começo da prova, às 13h30min, entrou a informação, que pode ter surpreendido muita gente. Candidatos na Pucrs, por exemplo, apostavam que seria algum assunto ligado ao tema de gênero. O tema foi “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”.
São mais de 6 milhões de inscritos no Enem pelo País. No Rio Grande do Sul, são quase 300 mil, e na Capital, são pouco mais de 41 mil que fazem o exame. A edição deste ano será em duas etapas. A segunda prova é no domingo (12).    

> No vídeo, confira as histórias de quem foi barrado no portão:

A estudante Kaori Fukuka, de 17 anos, perdeu a prova, pois achava que o portão que fechava era o geral da Pucrs. "Quando bateu uma hora, e a siren vim para cá, mas fecharam o portão do prédio", conta Kaori, desolada, em frente ao prédio 11. "Minha mãe recomendou que eu nao entrasse tão cedo. Fiz isso em outros anos de Enem", disse a jovem. Foi a primeira vez que Kaori faz na Pucrs, e terceiro seleção. Ela quer fazer biomedicina. "Estou indignada, isso está errado!".
"Foi bocabertice", indigna-se Thayna de Oliveira Dalbão, 29 anos, que não conseguiu entrar no prédio da prova no campus da Pucrs. "Cheguei a tempo, 30 minutos antes de fechar, mas achei que fosse 13h para entrar no campus", descreveu Thayna, com raiva de si mesma. "Me confundi e perdi o horário." A jovem ia tentar o Enem para voltar ao Ensino Superior, mas para trocar de curso já que teve de parar de estudar, pois engravidou. "Estou decepcionada comigo por não saber que a informação de fechamento era do prédio", repetiu e repetiu, temendo dar depoimento para não virar mais um meme dos atrasados.
"Que piada isso. Cadê o prédio 12. Cadê o prédio cara!" A candidata Alciclaudia Aparecida Caetano, 39 anos, buscou explicação ao chegar e se deparar com portão fechado. Mas nem era o seu prédio, era o 11. "Vim procurando pelas placas - 11 e 12 no mesmo lado", diz Alciclaudia, que acabou não chegando a tempo. "Me dedico há anos para disputar com todo mundo. E aí chega e não consegue entrar?", revolta-se a candidata que já fez Enem outras vezes e sonha cursar Direito. Sobre o futuro, e já sem a chance deste ano, ela questiona se vale o esforço. "Para ser bem sincera? Nesta crise? Não sei se vale a pena tanto esforço, não sei se em 2018 o governo não vai acabar com Enem".
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