Porto Alegre, quinta-feira, 23 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 24/11/2017. Alterada em 23/11 às 19h59min

Vinícola Família Bebber: vinho bem brasileiro para conquistar o mercado

Felipe (direita), com o irmão, Rafael, e o pai, Valter, que também trabalham na vinícola

Felipe (direita), com o irmão, Rafael, e o pai, Valter, que também trabalham na vinícola


VINÍCOLA FAMÍLIA BEBBER/DIVULGAÇÃO/JC
A ideia de viver do vinho foi longamente amadurecida pelo enólogo Felipe Bebber, hoje sócio-diretor da Vinícola Família Bebber, de Flores da Cunha. Depois de se formar no curso de Enologia, em Bento Gonçalves, foi trabalhar em outras empresas do setor, para aprender e adquirir experiência. Nesse meio tempo, o pai, fotógrafo, se aposentou. E o irmão começou a se interessar pela atividade. Até que chegou a hora de arregaçar as mangas e enfrentar o mercado.
"Percebi que eu não precisava, necessariamente, ter vinhedos ou vinícola para fazer vinhos. Tinha os contatos com bons produtores, que me fornecem produto de excelência, e também de estrutura de vinificação terceirizada. Quando meu pai e meu irmão entraram no negócio, vi que era a nossa hora", relembra Felipe. Assim foram lançados os primeiros rótulos da marca Família Bebber, em 2014. Depois de vinificar os primeiros lotes dos produtos nos quais os três realmente acreditavam, iniciou-se o esforço comercial, que já levou a marca para mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e as principais praças do Rio Grande do Sul, como Porto Alegre e a Serra. "Não somos investidores, e o vinho não é o nosso hobby. Nós realmente vivemos disso. Daí o nosso foco na estratégia comercial, para que tenhamos retorno financeiro."
A proposta da Família Bebber é fazer vinhos que caiam no gosto do consumidor brasileiro, jovens e com grande leveza. Mesmo os mais estruturados, segundo o enólogo, devem seguir a vocação do terroir da serra gaúcha, que é de vinhos com acidez e corpo equilibrados. A vinícola produz hoje cerca de 80 mil garrafas, divididas entre 14 rótulos, na sua maioria tintos. Os espumantes ainda são poucos - apenas um brut e um brut rosé. Um nature já vem sendo elaborado com a inserção da inesperada trebbiano toscano, uva que o avô plantava, no tradicional corte de chardonnay e pinot noir.
Os vinhedos próprios, localizados na propriedade da família, em Flores da Cunha, devem começar a produção em breve, com foco em algumas castas pelas quais Bebber tem grande apreço, como a cabernet franc e o tannat. E, se tudo ocorrer como o planejado, em 2020, a vinícola própria, com estrutura receptiva para os visitantes, já estará pronta.
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