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Porto Alegre, sexta-feira, 17 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Alterada em 17/11 às 14h57min

Economia brasileira vive período de desinflação e recuperação, diz Goldfajn

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou nesta sexta-feira, durante evento em São Paulo, que a "economia brasileira vive um período de desinflação e recuperação econômica, fruto da reorientação da política econômica ocorrida no ano passado e da determinação da política monetária".
De acordo com o presidente do BC, "esse cenário de recuperação se dá em um ambiente de flexibilização monetária que tem levado à queda das taxas de juros reais, atualmente em valores próximos aos mínimos históricos". Goldfajn afirmou que as taxas reais (descontada a inflação) se encontram hoje entre 2,5% e 3,0%.
"A taxa de juros real ex ante encontra-se abaixo da taxa estrutural, o que significa que há duas hipóteses à frente: uma, que a taxa de juros estrutural decline ao longo do tempo; outra, que o juro básico suba. Ou, ainda, uma combinação dessas hipóteses", afirmou, retomando uma ideia contida em comunicados recentes da instituição.
"Nesse sentido, a fim de garantir que a tendência de queda das taxas de juros reais seja sustentável, é necessário continuar os esforços de reduzir a taxa de juros estrutural", pontuou. "Para isso, temos que perseverar no caminho dos ajustes e das reformas."
Goldfajn ressaltou que a continuidade dos ajustes e das reformas econômicas, em particular a reforma da Previdência, "é importante para o equilíbrio da economia, com consequências favoráveis para a desinflação, a queda da taxa de juros estrutural e a recuperação sustentável da economia brasileira".
Goldfajn afirmou ainda que "o cenário internacional encontra-se benigno, mas não podemos contar com a perpetuação dessa situação".
Segundo Goldfajn, o ambiente externo tem se mostrado favorável para as economias emergentes de maneira geral e para o Brasil em particular, "na medida em que a atividade econômica global vem se recuperando sem pressionar em demasia as condições financeiras nas economias avançadas". "Isso contribui para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes", disse.
Goldfajn participou de reunião plenária do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), em São Paulo.
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