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Porto Alegre, quarta-feira, 08 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 09/11/2017. Alterada em 08/11 às 21h04min

Conta de luz mais cara puxa inflação ao consumidor no IGP-DI de outubro

Alta do grupo alimentos também refletiu no avanço do índice

Alta do grupo alimentos também refletiu no avanço do índice


/JONATHAN HECKLER/JC
A conta de luz mais cara pressionou a inflação ao consumidor registrada pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em outubro, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) avançou 0,33%, após deflação de 0,02% em setembro.
Quatro das oito classes de despesa apresentaram taxas de variação maiores. A contribuição de maior magnitude para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo habitação, que saiu de uma queda de 0,40% em setembro para aumento de 0,70% em outubro, sob impacto da tarifa de eletricidade residencial, que passou de redução de 3,31% para crescimento de 3,37% no período.
Os demais acréscimos ocorreram nos grupos alimentação (de -0,48% para 0,24%), saúde e cuidados pessoais (de 0,27% para 0,42%) e comunicação (de -0,02% para 0,55%), com destaque para os itens hortaliças e legumes (de -7,31% para 10,29%), medicamentos em geral (de -0,04% para 0,17%) e tarifa de telefone móvel (de -0,17% para 1,37%).
Na direção oposta, os resultados foram menores em transportes (de 0,50% para 0,08%), educação, leitura e recreação (de 0,50% para -0,12%), vestuário (de 0,64% para 0,05%) e despesas diversas (de 0,35% para 0,32%). Houve influência dos itens gasolina (de 2,70% para -0,18%), passagem aérea (de 12,25% para -6,88%), roupas (de 0,93% para 0,19%), e alimentos para animais domésticos (de -0,02% para -1,63%).
O núcleo do IPC registrou alta de 0,24% em outubro ante avanço de 0,28% em setembro. Dos 85 itens componentes do IPC, 50 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, foi de 57,40% em outubro.
 
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