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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de novembro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 01/11/2017. Alterada em 31/10 às 19h11min

Planos de saúde não são vilões

Alexandre Ruschi
Cuidar de vidas é uma responsabilidade sem igual. Por isso, é possível melhorar este trabalho e críticas sérias sempre serão bem-vindas. Ataques sem sentido, contudo, não contribuem para que aperfeiçoemos a saúde suplementar.
As empresas privadas e cooperativas médicas, sem dinheiro público, prestam assistência à saúde a 47 milhões de brasileiros.
O orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS), para assistência aos 208 milhões de habitantes do País, é de R$ 125,3 bilhões em 2017. Já a saúde suplementar desembolsou mais de R$ 71 bilhões até junho deste ano para cuidar de menos de um quarto da população.
Aos que acreditam que as operadoras só visam ao lucro, lembro que a sinistralidade média é 85%. Ou seja, sobram 15% do faturamento para as demais despesas. Isto tem se traduzido em retorno praticamente zero, quase sempre sustentado por resultados financeiros.
As operadoras têm sido acusadas de articular a liberação dos chamados planos populares. Nunca partiu das empresas esta ideia. A segmentação de planos de saúde está prevista na Lei nº 9.656/98, inclusive os planos somente ambulatoriais. Embora a iniciativa não seja nossa, não nos negamos a dialogar sobre o assunto. Acreditamos que seja importante oferecer mais opções de planos de saúde acessíveis a famílias de menor renda. O setor inteiro vive sob forte pressão para que deixe de existir. Duvido que os orçamentos públicos sejam elásticos o suficiente para abrir mão da medicina suplementar.
Nosso entendimento atual é o do diálogo com toda a sociedade, alertando para o fracasso do modelo vigente e a necessidade imperiosa de direcionarmos nossas estratégias para uma nova forma de atenção à saúde, com qualidade e que tenha o cliente no centro da assistência.
Liberdade econômica, política e institucional andam sempre de mãos dadas. A Unimed está aberta ao diálogo transparente, pois esta é a melhor forma de encontrar soluções para a saúde e a qualidade de vida de todos os cidadãos.
Presidente da Central Nacional Unimed
 
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Comentários
Alvaro Kniestedt 06/11/2017 15h29min
Não há objeção em relação a discussão sobre o setor de assistência suplementar do SUS. É importante, no entanto, esclarecer que o SUS está para além da assistência médica, que é uma das partes de sua responsabilidade. A maior parte dos investimentos do SUS é feita para que as pessoas não adoeçam, estratégia que tem sido vitoriosa, com reconhecimento no mundo, diferente da visão manifesta no artigo, que fala da fracasso do modelo vigente. O sucesso do SUS está na saúde o do sistema privado não.