Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 31 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 01/11/2017. Alterada em 31/10 às 19h11min

A conta secreta de Cunha

Léo L. Vieira
Em meados de 2015, quando o cerco ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) começava a se fechar na Suíça, Lúcio Funaro e Joesley Batista mobilizaram advogados para tentar evitar que os dados das contas do deputado no exterior fossem enviados ao Brasil.
Funaro afirma que viajou a Genebra, reuniu-se com o advogado do peemedebista e chegou a bancar os custos da defesa do ex-deputado na Europa. "Cunha achava que iria conseguir reverter a remessa de informações ao Brasil", disse o delator.
Em seu relato, Funaro também revela dados de uma conta de Cunha que, até agora, não tinha sido mencionada na Lava Jato.
Ele declara ter feito, entre 2003 a 2006, remessas para o Northrn Bank, em Nova Iorque. Batizada de "Glorieta LLP", a conta de Cunha está em nome de uma offshore da Oceania. Eduardo Cunha também costumava informar Funaro sobre o andamento dos projetos e das negociatas que renderiam propina ao grupo no Congresso.
Era dessa forma, segundo o delator, que ele ficava sabendo das operações ilícitas em curso na Câmara e no Senado. Entre os citados estão: Sandro Mabel (e milhões de reais), Marcelo Castro (R$ 1 milhão), Soraya Santos (R$ 1 milhão), e Alexandre Santos (R$ 1 milhão), deputado Sergio Souza, que foi relator da CPI dos Fundos de Pensão.
Por fim, Toninho Andrade, o atual vice-governador de Minas Gerais, teria pedido e recebido R$ 25 milhões para favorecer as empresas do grupo JBS quando ocupava o cargo de ministro da Agricultura do governo Dilma Rousseff (PT), em 2014. Um descalabro oficial sem tamanho com dinheiro público, de todos os brasileiros. Vergonha.
Jornalista, Bagé/RS
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia