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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 24/10/2017. Alterada em 23/10 às 20h52min

A importância do porto para a economia do Estado

As dificuldades logísticas no setor rodoviário afetam a todo o País, mais ainda os estados brasileiros localizados nos extremos e longe dos maiores centros consumidores. É o caso do mais meridional deles, o Rio Grande do Sul.
Um dos equipamentos que minimiza esse problema de infraestrutura é o Porto do Rio Grande, que garante o escoamento de produtos para o mundo e, além de motivo de orgulho, garante maior competitividade para as empresas que atuam no Estado.
Pois o principal porto gaúcho enfrenta problemas pela falta de dragagem, como demonstrou reportagem do Jornal do Comércio. O complexo de Rio Grande opera atualmente com 12,8 metros (42 pés) de profundidade, em vez dos 14 metros (46 pés) com que deveria estar funcionando. A cada pé de calado, é possível acrescentar de 2,5 mil a 3 mil toneladas de carga.
Evidentemente, essa situação causa prejuízos, por restringir o transporte de mercadorias, além de encarecer o frete. Isso sem falar em eventuais perdas pela demora e o consequente atraso da entrega de produtos ao exterior.
Por tudo isso, é saudável a preocupação e mobilização de entidades empresariais do Estado, tais como Fiergs, Federasul e Câmara de Comércio do Rio Grande, pelo início imediato das obras de desassoreamento do canal do porto. Trata-se de medida fundamental para a economia do Rio Grande do Sul, que está entre as unidades da Federação que mais exportam produtos.
O contrato para a empreitada - orçada em R$ 368,8 milhões - foi assinado há mais de dois anos, em julho de 2015. O governo federal garantiu os recursos para a remoção de 18 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Entretanto, até hoje, os trabalhos não tiveram início, por falta de licenciamento ambiental.
Após a entrega do projeto, parecer técnico do Ibama exigiu novos estudos e documentos da Superintendência do Porto de Rio Grande, e até hoje a questão não foi resolvida. A dragagem já poderia ter sido feita nesse período, tendo em vista que levaria cerca de 10 meses para ser executada.
O órgão ambiental cita a necessidade de mostrar alternativas de locais para a área de descarte dos sedimentos que serão retirados do fundo do mar e da Lagoa dos Patos. Agora, já se fala até na elaboração de um novo projeto de dragagem.
Enquanto isso, as limitações portuárias afetam alguns dos principais segmentos da economia do Rio Grande do Sul, casos do Polo Petroquímico de Triunfo, do complexo soja e do setor automotivo.
E se a situação não tiver uma solução em breve, empresas importadoras e exportadoras podem trocar o porto gaúcho por terminais catarinenses. Ou seja, o Estado pode ter prejuízo nos dois lados.
Se não ocorrer o desassoreamento imediato, a situação pode piorar, com o rebaixamento do calado do complexo rio-grandino para 11 pés, o que fará com que o porto fique limitado a navios de portes menores ou a embarcações não plenamente carregadas.
É um caso tão grave que o governo do Estado, que enfrenta uma grave crise financeira, não descarta fazer a dragagem emergencial com recursos próprios, cerca de R$ 120 milhões - aliás, a última já foi feita desta forma em 2014.
O fato é que, considerando a importância do porto para a economia do Rio Grande do Sul, faz-se necessário encontrar uma solução para o problema o quanto antes. Lideranças empresariais, governos gaúcho e federal devem se mobilizar pela dragagem do porto, afinal a locomotiva do Rio Grande do Sul é o setor do agronegócio, que importa insumos agrícolas e exporta grãos.
 
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