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Porto Alegre, terça-feira, 17 de outubro de 2017. Atualizado às 22h46.

Jornal do Comércio

Internacional

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Coreia do Norte

Notícia da edição impressa de 18/10/2017. Alterada em 17/10 às 23h41min

Para diplomata, guerra pode eclodir 'a qualquer hora'

O vice-embaixador da Coreia do Norte junto às Nações Unidas, Kim In-ryong, disse ao órgão internacional que a situação na península atingiu "um ponto muito arriscado" e que "uma guerra nuclear pode eclodir a qualquer momento".
Kim In-ryong falou diante de um comitê de desarmamento da organização, afirmando que "a Coreia do Norte apoia a eliminação total de armas nucleares e os esforços de desnuclearização do mundo inteiro", mas que o país não poderia assinar o Tratado de Banimento de Armas Nucleares devido a ameaças por parte dos EUA. O diplomata acrescentou que "nenhum país do mundo foi sujeitado a uma ameaça nuclear tão extrema e direta pelos Estados Unidos por tanto tempo".
O diplomata também alertou que os EUA estariam ao alcance dos mísseis da Coreia do Norte: "Se os Estados Unidos ameaçarem invadir o nosso território sagrado - nem que seja por um milímetro -, eles não escaparão de uma punição severa nossa em qualquer parte do globo."
Em visita a Tóquio, o subsecretário de Estado dos EUA, John Sullivan, afirmou ontem que a Casa Branca "não descarta" a possibilidade de dialogar de forma direta com a Coreia do Norte, apesar do contexto de tensão que envolve os dois países.
O vice-ministro das Relações Exteriores norte-americano defendeu assim a via diplomática para resolver a crise na região, após reunião com seu homólogo japonês, Shinsuke Sugiyama. Sullivan realiza atualmente uma viagem por países asiáticos com foco na questão norte-coreana.
"Ainda que estejamos concentrados em elevar a pressão sobre a Coreia do Norte, não descartamos a possibilidade de empreender conversas diretas", afirmou ele após encontro com Sugiyama, acrescentando que estão focados na diplomacia para resolver este problema. "Mesmo assim, devemos estar preparados para o pior junto a nossos aliados Japão e Coreia do Sul, entre outros, caso a diplomacia falhe."
As tensões na Península da Coreia tiveram uma escalada nos últimos meses com a guerra retórica iniciada pelo presidente norte-americano Donald Trump e pelo ditador norte-coreano Kim Jong-un, que ameaçaram destruição mútua.
As declarações de Sullivan reafirmam a recente aposta no diálogo pelo governo Trump antes da próxima viagem do presidente à Ásia. Ele deverá visitar Coreia do Sul, Japão e China e assegura que segue buscando uma solução negociada antes de optar pela via militar.
No domingo, o secretário de Estado, Rex Tillerson, disse à rede de televisão CNN que os esforços diplomáticos para resolver a crise da Coreia do Norte "continuarão até a primeira bomba". A China insistiu na necessidade de negociações diretas entre Washington e Pyongyang para resolver a situação, enquanto tanto os EUA quanto seu aliado Japão vêm recusando a via diplomática - a menos que o regime liderado por Kim Jong-un renuncie ao desenvolvimento de mísseis balísticos e bombas nucleares.
Além de mostrar disposição ao diálogo, Washington aumentou a implementação de ativos estratégicos em torno da Península Coreana para intimidar Pyongyang. As ações incluem o início de manobras navais conjuntas com Seul.
Por seu lado, o regime norte-coreano ameaçou novamente, na sexta-feira passada, atacar a ilha de Guam, sede de uma das maiores bases militares norte-americanas no Pacífico. Pyongyang realizou testes de mísseis e dois testes nucleares no último ano, violando resoluções da ONU. Após a conclusão do sexto teste nuclear em setembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ampliou as sanções já vigentes contra o país.
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