Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 18 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Segurança pública

Notícia da edição impressa de 19/10/2017. Alterada em 18/10 às 20h44min

Patrulha Maria da Penha já atendeu 45 mil vítimas

Medidas protegem mulheres de violência doméstica

Medidas protegem mulheres de violência doméstica


CL/PALÁCIO PIRATINI/JC
Igor Natusch
Será realizada hoje, no Tribunal de Contas do Estado, uma solenidade comemorando os cinco anos da Patrulha Maria da Penha no Rio Grande do Sul. Pioneiro no País, o programa já realizou mais de 50 mil visitas para cumprimento de medidas protetivas de urgência e cadastrou em torno de 45 mil vítimas.
A capitã Clarisse Heck, que coordena o programa, explica que os policiais militares passam por um processo de capacitação antes de iniciarem as atividades em uma das 32 patrulhas constituídas no Estado. "É muito importante ter um olhar preparado e sensibilidade para identificar sinais e também olhar para as causas desse tipo de violência", acentua.
Após o deferimento das medidas protetivas, a patrulha faz visitas periódicas à residência da vítima, elaborando relatórios e certidões que são remetidos ao Judiciário e anexados ao processo. "Antes (do começo das patrulhas), não havia presença física do Estado na residência da vítima. Isso tem trazido um avanço muito significativo, inclusive de forma preventiva, diminuindo índices de feminicídio e ajudando no empoderamento dessas mulheres", comemora.
Muitas das histórias são de forte carga emocional. "São comuns relatos, por parte dos policiais, de que encontraram uma mulher em prantos, desestruturada emocionalmente, com os filhos chorando. A necessidade de alento dessas pessoas é tão grande que o policial acaba indo além da técnica, dando um abraço, oferecendo apoio", explica. 
No momento, as patrulhas atuam em 27 municípios gaúchos. Clarisse explica que, para expandir o programa, é preciso que a cidade tenha uma estrutura social e jurídica capaz de oferecer acolhimento, além de uma casa-abrigo que possa receber as vítimas em situações mais graves. "Às vezes, a mulher precisa sair do ambiente onde se dá a violência. Não adianta apenas a patrulha atuando no município, pois ela vai orientar a busca por uma estrutura de apoio que também precisa existir."
O evento de hoje, que integra as comemorações pelos 180 anos da Brigada Militar, terá atividades teatrais, exposição de fotos e vídeos, além de palestra da secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia