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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 23h01.

Jornal do Comércio

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Sustentabilidade

Notícia da edição impressa de 10/10/2017. Alterada em 09/10 às 20h33min

Estudantes se unem para revitalizar ambiente de escola da Zona Sul

Telhado de parada de ônibus será utilizado como composteira no colégio

Telhado de parada de ônibus será utilizado como composteira no colégio


CLAITON DORNELLES /JC
Suzy Scarton
Um grupo de estudantes do Ensino Fundamental da Zona Sul da Capital tem se reunido para fazer a diferença na comunidade em que vivem. Os alunos fazem parte do projeto EcoEducadores, desenvolvido pelo curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UniRitter, que forma agentes ambientais. Os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, no bairro Santa Tereza, decidiram transformar parte do pátio da escola em uma estação integrada de compostagem, capaz de transformar o resíduo orgânico em adubo.
As demandas são apresentadas pelos alunos à universidade e, a partir daí, criam-se os projetos. O que foi implantado na Motta e Silva consiste na instalação de uma estação integrada de compostagem, aos moldes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). A prefeitura entra com a doação da composteira - nesse caso, o antigo telhado de uma parada de ônibus -, e os estudantes se responsabilizam pelo processo. "Todos os resíduos do pré-preparo do alimento, como cascas, sementes, tudo que não for cozido nem de origem animal, vão para a compostagem e voltam a ser composto orgânico", explica a coordenadora de Gestão e Educação Ambiental do DMLU, Patrícia Russo.
Atualmente, são 22 estações integradas na cidade, principalmente em unidades de saúde. Além da composteira, o DMLU também doa os compostos gerados pelos resíduos arbóreos na Unidade de Triagem e Compostagem (UTC) da Lomba do Pinheiro.
As colegas Natália Nunes e Nathaly Victoria, de 14 anos, fazem parte do EcoEducadores há um ano e meio. Todas as segundas-feiras, estudantes de quatro escolas da Capital se reúnem na UniRitter, onde recebem formação e capacitação na área. "Nossa ideia inicial era arrumar a praça ao lado do colégio, mas decidimos começar pela própria escola. Estamos pensando também em arrumar o jardim do terreno de cima, temos um espaço grande, mas pouco utilizado", contam.
O coordenador do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, o engenheiro John Würdig, explica que a ideia é empoderar os estudantes como lideranças ambientais. "Conseguimos fugir um pouco da temática de violência e insegurança, que é bastante forte na comunidade, para mostrar que existem pontos positivos."
 
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