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Porto Alegre, quinta-feira, 05 de outubro de 2017. Atualizado às 22h55.

Jornal do Comércio

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Segurança

Notícia da edição impressa de 06/10/2017. Alterada em 05/10 às 22h54min

Delegado Omar Abud é condenado a 32 anos de prisão

O juiz Roberto Coutinho Borba, da 2ª Vara Criminal do Foro de Alvorada, condenou nesta quinta-feira o delegado de Polícia Omar Abud e mais seis pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), os réus utilizavam um mercado na cidade de Alvorada e uma empresa de segurança para lavar dinheiro de crimes de tráfico, roubo de cargas, entre outros.
Abud foi condenado à pena de 32 anos e um mês de reclusão em regime fechado e à perda do cargo público de delegado de polícia. Como a sentença não concedeu o benefício de recorrer em liberdade, ele foi preso e encaminhado ao presídio do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil. O comissário de polícia aposentado Luiz Armindo De Mello Gonçalves foi condenado a 17 anos e um mês de prisão em regime fechado e também já foi preso. Ele teve decretada a perda da aposentadoria.
A condenação é fruto das investigações do projeto-piloto da Promotoria de Justiça Especializada no Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro e Organização Criminosa, que teve o apoio do Núcleo de Inteligência do MP e da Procuradoria Criminal. Em dezembro de 2016, o MP apresentou denúncia contra Lourenço Flores dos Santos, Paola Paz da Silva, Jair Borges da Silva (esposo de Paola) e Cristiano Oliveira Vargas. Lourenço, Paola e Cristiano eram sócios de um mercado em Alvorada. Jair, por sua vez, praticava os crimes de tráfico de drogas e receptação de cargas roubadas e inseria o lucro da atividade criminosa na movimentação do mercado. Eles obtiveram vantagem de quase R$ 2 milhões com as práticas.
No curso das investigações, o MP descobriu a conexão com a organização criminosa chefiada por Abud. Uma segunda denúncia, apresentada em março de 2017, apontou que, entre 2011 e fevereiro de 2017, o delegado e Luiz Armindo Gonçalves financiaram, promoveram, integraram e constituíram organizações criminosas. Parte do dinheiro lavado no supermercado era proveniente de ambos.
Os dois, em virtude do fácil acesso aos sistemas de consultas e pesquisas da Polícia Civil, aproximavam-se de integrantes de organizações criminosas para emprestar dinheiro mediante contas bancárias próprias ou de terceiros, além de protegê-las, informando antecipadamente ações da Polícia e interferindo em diligências de investigação. Como contrapartida, Abud e Gonçalves recebiam o pagamento de juros entre 20% e 100% do valor emprestado e criavam permanente vínculo com as organizações.
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