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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 23/10 às 14h59min

Bolsas da Europa fecham majoritariamente em alta

A perspectiva de que a reforma tributária do presidente do Estados Unidos, Donald Trump, terá um caminho mais fácil do que o previsto anteriormente para ser aprovada no Congresso continua a influir nos mercados, fazendo com que os índices acionários europeus fechassem majoritariamente em alta nesta segunda-feira. No entanto, as tensões entre o governo da Espanha e o da região da Catalunha limitaram os ganhos, com a bolsa de Madri destoando das principais praças do continente.
O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em alta de 0,16% (+0,62 ponto), aos 390,75 pontos.
A aprovação da proposta orçamentária no Senado dos EUA na noite de quinta-feira influenciou positivamente os mercados acionários na sexta-feira e continuou a exercer leve pressão ascendente nesta segunda-feria. No entanto, questões políticas na Itália e na Espanha, principalmente, voltaram ao radar dos investidores. No domingo, as regiões italianas de Vêneto e Lombardia votaram majoritariamente a favor de mais autonomia em plebiscitos que buscavam conquistar poderes adicionais e receitas fiscais de Roma, em uma maré de autodeterminação que segue o processo de secessão da Catalunha. "Este é o grande sucesso da reforma institucional", afirmou o presidente regional do Vêneto, Luca Zaia, em Veneza. "Estamos convencidos e espero que Roma entenda que esse não é o desejo de um partido político, mas sim da população."
No sábado, o governo central espanhol invocou o artigo 155 da Constituição do país e anunciou a dissolução do Parlamento regional da Catalunha, além de antecipar as eleições gerais na região em até seis meses. A oposição considera as medidas arbitrárias e acusa o primeiro-ministro Mariano Rajoy de impedir as autoridades locais de buscarem a independência da região.
A recente crise em relação à unidade espanhola teve início com um plebiscito não autorizado realizado no início do mês e que teria apontado a vitória dos separatistas, com cerca de 90% dos votos. O Parlamento regional catalão, composto por legisladores a favor da independência em sua maioria, se reunirá na próxima quinta-feira para decidir como responder à atitude de Madri. Com o movimento, cresce a pressão para que o presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, declare independência formal da comunidade ainda esta semana.
Tendo as questões políticas espanhola e italiana como pano de fundo, o índice Ibex-35, da bolsa de Madri, fechou em queda de 0,60%, aos 10.161,40 pontos. Entre os bancos, o BBVA perdeu 2,10% e o Banco de Sabadell baixou 1,85%. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, seguiu o movimento baixista de Madri e recuou 0,29%, aos 5.436,28 pontos. Já em Milão, o índice FTSE-Mib fechou em alta de 0,14%, aos 22.379,16 pontos, recuperando-se das perdas registradas no início do dias, com o Intesa Sanpaolo subindo 0,21% e o Telecom Italia avançando 0,39%.
Entre os indicadores divulgados nesta sexta-feira, a Comissão Europeia divulgou que o índice de confiança do consumidor da zona do euro subiu de -1,2 em setembro para -1,0 na leitura preliminar de outubro, com o resultado em linha com a estimativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal.
O índice DAX, da bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 0,09%, aos 13.003,14 pontos. Entre as montadoras, a Daimler avançou 0,73% e a Volkswagen subiu 0,78%. Já em Paris, o índice CAC-40 teve expansão de 0,27%, aos 5.386,81 pontos. A Total contribuiu para os ganhos, ao subir 0,30%.
Na praça londrina, o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,02%, aos 7.524,45 pontos. Discursando em um evento em Londres, o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que todo o gabinete de May está unido em torno do discurso da premiê realizado em Florença no mês passado.
Na bolsa de Atenas, o índice Athex fechou em baixa de 1,96%, aos 734,52 pontos, após os credores da Grécia retomarem as negociações sobre a resiliência e os números da Eurostat mostrarem que o orçamento excedente do país foi menor e a dívida mais alta do que o estimado inicialmente. No setor bancário, o Eurobank Ergasias despencou 5,80%, o Piraeus Bank recuou 3,61% e o Alpha Bank cedeu 5,36%. 
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