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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

Economia

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trabalho

Alterada em 19/10 às 18h42min

Fechamento de 2 milhões de postos formais em 2016 foi o pior desde 1976

O saldo negativo de emprego formal em 2016 foi o pior em 40 anos, considerando toda a série histórica da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), iniciada em 1976. Os dados divulgados nesta quinta-feira (19), pelo Ministério do Trabalho mostram que houve perda de 2,001 milhões de vagas formais entre celetistas, temporários, estatutários do serviço público e autônomos com CNPJ constituído.
Com isso, o estoque de empregos formais no País no ano passado ficou em 46,06 milhões de vagas, um patamar semelhante ao registrado em 2011 (46,3 milhões). O coordenador-geral de Estatísticas do Trabalho, Mario Magalhães, destacou que apenas em dois anos (2015 e 2016), perderam-se 3,5 milhões de postos formais. "São 3,5 milhões de empregos a serem recuperados", disse.
"A crise começou em finais de 2014, e em 2015 ela se torna evidente, principalmente a partir de abril. O ano de 2016 é o aprofundamento dessa crise, em que há ciclo vicioso entre queda do emprego, que leva à queda da massa salarial, que leva à queda da demanda do mercado, que se encolhe. É um círculo vicioso no sentido descendente. O que temos na Rais é o resultado desse círculo vicioso", analisou Magalhães.
Pelos dados da Rais, os trabalhadores que mais sofreram com o fechamento de postos formais de trabalho foram os de menor escolaridade (analfabetos, fundamental incompleto ou completo ou ensino médio). Já quem tem ensino superior até conseguiu encontrar mais vagas formais, segundo o Ministério do Trabalho.
"Apesar de toda a crise, dado positivo é que houve geração de empregos para superior completo. Quem acha que isso não influi na empregabilidade, não é verdade, foi o grupo mais preservado", disse o coordenador. Ele admitiu que quem tem menos escolaridade e menos renda sofreu mais com a crise.
Os mais jovens também foram os que mais sentiram os efeitos do encolhimento do mercado de trabalho em 2016. Por gênero, o saldo de emprego para homens diminuiu em 1,264 milhão, enquanto o de mulheres caiu 736,5 mil no ano passado. Chamou atenção o fato de o emprego para pessoas com deficiência ter crescido, apesar da crise.
Magalhães disse que ainda é preciso fazer um estudo mais aprofundado para descobrir se é efeito da legislação, que impõe cotas para esses trabalhadores em empresas de maior porte.
No ano passado, todos os Estados registraram queda no saldo formal de emprego, à exceção do Amapá, que gerou 3.678 postos de trabalho. O saldo mais negativo foi registrado em São Paulo (-503.351), seguido do Rio de Janeiro (-289.378).
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