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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de outubro de 2017. Atualizado às 14h31.

Jornal do Comércio

Economia

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Siderurgia

Notícia da edição impressa de 09/10/2017. Alterada em 09/10 às 14h36min

Saída da Gerdau gera perda 'simbólica' ao Estado

Futuro das instalações na avenida Farrapos, na Capital, ainda é incerto

Futuro das instalações na avenida Farrapos, na Capital, ainda é incerto


/FREDY VIEIRA/JC
Carolina Hickmann
Desde sua fundação, há 116 anos, a sede corporativa da Gerdau está no Rio Grande do Sul. Na última sexta-feira, no entanto, a empresa anunciou a transferência para São Paulo de parte desta área, localizada na avenida Farrapos, 1.181, em Porto Alegre.
O anúncio gerou grande comoção no Estado, posto que a Gerdau é uma das empresas gaúchas mais tradicionais. Desde o ano 2000, a empresa é vencedora do título de Grande Marca Gaúcha pela pesquisa Marcas de Quem Decide, realizada pelo Jornal do Comércio com parceria com a Qualidata.
A decisão, segundo a empresa, está ligada à necessidade de aproximação do centro financeiro do País, já que a multinacional tem ações listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri. Como a alteração fica delimitada ao comando administrativo, preservando as unidades produtivas do Rio Grande do Sul, não há impactos nos cofres públicos ou ligados à cadeia de fornecimento, segundo a Secretaria da Fazenda. Em 2016, a corporação teve uma receita líquida consolidada de R$ 37,7 bilhões.
Apesar de especialistas considerarem o movimento como "natural", existem perdas simbólicas e de know how associadas à transferência. O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Guilherme Scozziero, lembra que os cerca de 100 profissionais que devem ser deslocados para São Paulo são altamente qualificados e que sua perda acaba sendo mais do que simbólica para o Estado. Ele diz ainda que as principais universidades desenvolveram relações simbióticas com a empresa no que diz respeito à transmissão de conhecimento pelo mercado através de programas de trainees e de parques tecnológicos. "O Estado fica mais pobre no aspecto do desenvolvimento de lideranças executivas, além de perder diversos executivos graduados", afirma.
Por outro lado, Scozziero comenta que o impacto seria muito mais significativo para a cadeia do aço caso as plantas fabris de Charqueadas e Sapucaia do Sul fossem descontinuadas. Porém, diz, esse tipo de mudança é pouco provável devido à grande complexidade envolvida. Dessa maneira, em sua avaliação, a empresa não perde a sua essência gaúcha.
O presidente interino da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Ribeiro, descarta até mesmo a possibilidade de um futuro deslocamento das unidades de produção. "A Gerdau possui um vínculo muito grande com o Estado, e essa seria uma medida bastante improvável", comenta. A Fiergs foi comunicada da decisão em agosto e, desde lá, compreendeu a informação como um "procedimento normal" para uma empresa que possui plantas industriais em 14 países, como a Gerdau. "Isso simplifica a operação da empresa, que tem laços muito fortes com o mercado financeiro e está bastante capilarizada", diz o presidente em exercício, que também avalia que a transferência não impede que a Gerdau continue sendo vista como uma empresa gaúcha.
Como forma de preservar vínculos, a empresa esclarece em nota que, além das unidades fabris, várias unidades da Comercial Gerdau e de Corte e Dobra de Aço e o Conselho de Administração da empresa continuarão com escritórios em Porto Alegre. Ainda é incerto o futuro das instalações da na avenida Farrapos.
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