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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de outubro de 2017. Atualizado às 22h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 03/10/2017. Alterada em 02/10 às 22h24min

Setor eletroeletrônico cresceu 5,4% em julho

Haubert diz que a rapidez dos avanços tecnológicos obriga a inovar

Haubert diz que a rapidez dos avanços tecnológicos obriga a inovar


/FREDY VIEIRA/JC
Adriana Lampert
A indústria eletroeletrônica apresentou melhora em julho, com crescimento de 5,4% em comparação ao mesmo mês de 2016. Segundo o diretor regional da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Régis Haubert, esse foi o maior percentual desde fevereiro de 2014, quando o setor passou a apresentar retração. Os dados foram apresentados ontem durante reunião-almoço da entidade, no Ritter Hotel, em Porto Alegre. Na contramão da boa notícia, Haubert chamou a atenção para a concorrência desleal dos produtos contrabandeados, que prejudicam o segmento de telecomunicações.
"Recentemente, no último dia 18, ocorreu a apreensão de 328 modens de fibra ótica contrabandeados do Paraguai", destacou o diretor da Abinee. "Nossa indústria é forte no desenvolvimento de tecnologia no Brasil, e acaba sofrendo esta concorrência desleal também quando acontece a classificação indevida para o equipamento (uma vez que algumas empresas classificam parte do produto como software, quando na verdade é um hardware)." Atuando na base de infraestrutura de telecomunicações, o País conta com 18 empresas, sendo que sete estão localizadas no Rio Grande do Sul, informa o dirigente.
A estimativa é de que 70% dos produtos de automação para telecomunicações são importados, sendo a maioria ilegal. "Este volume se baseia bastante no fornecimento para pequenos provedores", pondera. No caso das redes de telefonia, o dirigente lembra que o segmento se mantém estagnado, devido à crise. Nos últimos 3 anos, as empresas de telecomunicações sofreram uma queda de 40% no faturamento, com diminuição da mão de obra, principalmente no quadro de engenharia e desenvolvimento.
Para combater o descaminho e a tributação incorreta, a Abinee tem planos de recorrer às secretarias estaduais da fazenda para buscar elementos do que está sendo sonegado, que sirvam de diretrizes para que os governos possam atuar. "Estamos com uma agenda a ser definida nos próximos 15 dias para, junto com a Sefaz do Rio Grande do Sul, fazer uma estimativa do que se está perdendo em tributação", diz o dirigente.
Base do desenvolvimento tecnológico dos demais setores, a indústria eletroeletrônica - apesar da queda das vendas - precisa continuar investindo em inovação, afirmou Haubert. "Os avanços tecnológicos têm acontecido em uma média de seis meses, o que nos obriga a inovar." O dirigente destacou o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que busca desenvolvimento de tecnologia e inovação para indústrias junto a universidade e empresas. O presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, informou que a instituição - que conta com 42 unidades no Brasil - deverá investir R$ 1,5 bilhão no apoio à inovação da indústria nacional nos próximos seis anos.
Prometendo redução de risco e menores custos - uma vez que a instituição financia um terço não reembolsável dos projetos -, o presidente da Embrapii convidou o setor a aderir ao modelo de pesquisa e desenvolvimento de produtos de automação. "A infraestrutura que o Brasil comporta está muito aquém da necessidade que temos, principalmente no atendimento a celular baseado em banco de dados", admite Guimarães. O diretor técnico da Novus Produtos Eletrônicos, Marcos Dillenburg, afirmou que a empresa deve abrir, em breve, um projeto junto à empresa pública.
 
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