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Porto Alegre, quarta-feira, 04 de outubro de 2017. Atualizado às 15h00.

Jornal do Comércio

Cultura

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literatura

04/10/2017 - 14h45min. Alterada em 04/10 às 15h00min

Primeira noite de debates da Jornada Nacional de Literatura tem encontro plural

A atividade contou com a presenã de Pedro Gabriel e Zeca Camargo, Rafael Coutinho e Roger Mello

A atividade contou com a presenã de Pedro Gabriel e Zeca Camargo, Rafael Coutinho e Roger Mello


GELSOLI CASAGRANDE/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Teve início na noite desta terça-feira a principal programação da Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo. O público enfrentou um frio de 10º e compareceu ao Espaço Suassuna para assistir ao painel de debates Literatura e imagem: além dos limites do real. A atividade contou com quatro convidados - os autores Pedro Gabriel e Zeca Camargo, Rafael Coutinho, Roger Mello -, e presença do trio de coordenadores das discussões, Alice Ruiz, Augusto Massi e Felipe Pena.
A mesa foi montada com base na pluralidade de textualidades e diversidade de suportes com que as pessoas interagem. Os escritores possuem trajetórias distintas, mas que se encontram no livro.
Pedro Gabriel, por exemplo, ganhou projeção com a página Eu me chamo Antônio, no Facebook, onde compartilha versos e desenhos rabiscados em guardanapos. Seis meses depois, a editora Intrínseca foi atrás do rapaz e viabilizou sua primeira publicação física – batizada com o mesmo nome do projeto. “Para mim, nunca é só um guardanapo. Eu enxergo como se fosse minha vida sendo desenhada”, afirmou. Com três livros já no mercado, o jovem escritor, filho de um suíço e de uma brasileira, só começou a ler obras em português no começo da adolescência - e não se prende a formatos. Em suas leituras, estão poetas, romancistas e quadrinistas, entre outros.
Conhecido principalmente como um “homem da televisão”, Zeca Camargo também confirmou ser leitor voraz e escritor compulsivo. Até no Instagram, rede social cujo núcleo é a fotografia, as descrições de suas postagens ocupam mais espaço do que as imagens. Atualmente, ele trabalha em uma biografia de Elza Soares. “Você tem que ir além da imagem que todo mundo conhece dela”, pontuou ele, citando que considera todos seus livros a extensão de uma reportagem e ou de algum relato.
Roger Mello, por sua vez, tem um currículo que inclui o Prêmio Hans Christian Andersen como ilustrador. Ao longo da noite, ressaltou a inexistência de pureza de gêneros em termos de livro. “Ele é, desde sempre um objeto plural”, definiu, lembrando também a escrita cuneiforme – mais uma alusão à imagem.
Já o quadrinista Rafael Coutinho, filho de Laerte Coutinho, foi chamado de “corajoso” por Alice Ruiz, em referência ao fato de seguir na mesma área de atuação. Quando perguntado por Felipe Pena se é mais difícil ser artista em um “mundo careta, onde nem a liberdade artística é respeitada”, o autor da graphic novel “Mensur” não demonstrou abatimento. “Sou otimista. É mais uma luta. É lindo ver tanta gente (uma citação à lona) discutindo arte, cultura e política. ”
A política, assim como na segunda-feira, não ficou de lado no evento. Antes mesmo do início da conversa, Alice Ruiz, Augusto Massi e Felipe Pena quebraram o protocolo para ler uma carta em que o Cpers justificou a manifestação do dia anterior. O documento citava defesa da educação e da cultura, além de pedir “fora, Sartori” e “fora, Temer”.

Affonso Romano de Sant’Anna cancela participação

A mesa da noite de quarta-feira teve uma modificação. Por motivos de saúde, Affonso Romano de Sant’Anna não participará do evento. Em seu lugar, entra o escritor Ricardo Silvestrin. A conferência Centauro, pedra, rosa e estrela: Scliar, Suassuna, Drummond, Clarice também conta com presença de Bráulio Tavares, Cintia Moscovich e Nádia Battella Gotlib.
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