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Porto Alegre, terça-feira, 24 de outubro de 2017.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Gestão

Notícia da edição impressa de 25/10/2017. Alterada em 24/10 às 18h26min

Empresas investem mais em programas anticorrupção após a Lava Jato, diz pesquisa

O combate à corrupção pelas autoridades e o contexto da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), estão motivando empresas a reforçar seus programas de compliance, conjunto de condutas para garantir a conformidade da instituição com leis e regulamentos externos e internos. Esse é um dos resultados de pesquisa realizada pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) com 130 executivos de empresas de variados portes e segmentos, no mês de agosto.
Para 59% dos entrevistados, a Lava Jato e operações anticorrupção recentes levaram as empresas a aumentar investimentos em compliance. Ao todo, 46% reconheceram que o esforço anticorrupção trouxe "forte pressão" para montar estruturas que garantam o cumprimento de regras e limitem os riscos de gestão, enquanto 13% admitiram a pressão, mas com "diminuição de ritmo neste ano".
A pesquisa concluiu que o principal impacto trazido pela Lava Jato foi cultural, com maior interesse dos executivos e colaboradores em geral pelo tema, segundo avaliação de 49% dos entrevistados. Para os executivos, outro efeito importante ocorreu no âmbito decisório, que resultou em maior envolvimento da área de compliance nas tomadas de decisões e ações estratégicas (29%), e no aspecto processual, com o desenvolvimento de novas políticas e práticas de integridade (22%).
Sobre os riscos de negócio, o principal foco de monitoramento da empresa é a gestão de parceiros, fornecedores e outros terceiros, de acordo com 44%. A preocupação com fraude, corrupção e lavagem de dinheiro veio em seguida, conforme 33% dos entrevistados. Também foram registradas preocupações com adequação aos ambientes regulatórios, tributário e trabalhista (13%), e aspectos concorrenciais relativos ao controle de informação privilegiada e conflitos de interesse (11%).
A maioria das empresas (82%) disse que as estruturas de compliance têm autonomia e recursos necessários para executar suas funções; 45% estão desenvolvendo programas de compliance; e, em 29%, eles já estão em pleno funcionamento. Já 26% dos executivos responderam que os programas contam com infraestrutura mínima ou inexistente.
 
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