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Porto Alegre, domingo, 15 de outubro de 2017. Atualizado às 19h36.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 16/10/2017. Alterada em 13/10 às 19h37min

Usaflex expande sua marca

USAFLEX/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
A rotina do diretor de Operações da Usaflex, Marcelo Cavalheiro, exige disposição e mobilidade. Residente no Rio de Janeiro, o gestor trabalha de segunda a quinta-feira, presencialmente, em Igrejinha (onde está situada a empresa); desembarca pelo menos quatro vezes por ano nos Estados Unidos e na Europa, e viaja frequentemente por todo Brasil. Todo esse deslocamento está vinculado à meta de triplicar o faturamento da fabricante de calçados em seis anos.
Desde novembro de 2016, a Usaflex é controlada pelo fundo de private equity Axxon Group e vem desenvolvendo projeto de franquias. "Começamos o ano com 25 lojas e pretendemos finalizar 2017 com cerca de 105 unidades", enumera Cavalheiro. Até o momento, 88 lojas foram abertas em todo o Brasil, "de Belém a Pelotas", como aponta o gestor. O plano de expansão é somar 350 lojas até o final de 2020.
Aos 52 anos, casado, pai de dois filhos, Cavalheiro faz questão de aproveitar o tempo livre para as atividades esportivas. Nem que isso signifique estar na rua às 5h30min. "Corro em Gramado quase todos os dias neste horário", comenta o diretor de Operações da Usaflex. Nada mal para quem administra as operações de sete unidades industriais da empresa, onde atuam 3,3 mil colaboradores. Engenheiro civil por formação, com MBA em Administração de Varejo, Cavalheiro já teve o próprio negócio (rede Mundo Verde) e passou por outras grandes empresas, como IBM, Shell e Embelleze.
Na Usaflex, responde por todas operações da companhia: desde a parte de franquias, passando pelas multimarcas, área industrial e desenvolvimento de produtos. A fabricante produz diariamente 25 mil pares de calçados de alto conforto, e sua distribuição é feita por uma plataforma multicanal composta por 7,7 mil lojas multimarcas, 111 lojas fidelizadas e 32 franquias. Além disso, a empresa exporta seus produtos para EUA, Oriente Médio e países das Américas Central e do Sul.
JC Empresas & Negócios - Qual a principal diretriz de sua gestão na Usaflex?
Marcelo Cavalheiro - Desde que o fundo Axxon Group comprou a empresa, em novembro do ano passado, a meta é construir o cenário necessário para a modelagem do negócio nos próximos seis anos. A ideia é triplicar o faturamento. Estamos em pleno andamento do projeto de franquias, que começou o ano com 25 lojas e vai terminar 2017 com cerca de 105 unidades. Ao longo de três anos, a meta é chegar em 350 unidades. E, mesmo com a crise, temos aberto muitas franquias, é surpreendente. Somente no estado do Rio de Janeiro, já são 20 lojas, todas com bom desempenho.
Empresas & Negócios - Quantos franqueados no total, e quantos na região Sul?
Cavalheiro - A expansão está ocorrendo de forma rápida. Enquanto muitas lojas estão fechando no País, ao todo, já somamos 88 franqueadas da marca abertas em todo o Brasil, de Belém a Pelotas. Na região Sul, são 10, sendo que três estão em Porto Alegre. Em São Paulo, são cerca de 20, a maioria no interior do estado.
Empresas & Negócios - Quais investimentos previstos para a marca em 2017?
Cavalheiro - Nosso pilar estratégico de 2017 está focado em marketing. Neste ano, já começamos investindo em propagandas, entramos em revistas e programas de TV com merchandising, entre outras ações. Ao todo, foram quase R$ 10 milhões em marketing somente neste ano, incluindo franquias e multimarcas - neste caso, temos 7 mil pontos de vendas espelhados no Brasil.
Empresas & Negócios - Qual a participação das exportações no negócio da Usaflex?
Cavalheiro - A empresa exporta para cerca de 20 e 30 países - não é representativo. Apenas 2% das vendas são de exportação, para destinos como Kuwait, Cuba, EUA, Argentina, África e Europa. Mas as exportações estão gerando frutos diferentes, que é o licenciamento de marcas. Temos um projeto-piloto, que pretende abrir 10 lojas em Israel com este mote.
Empresas & Negócios - Qual a capacidade produtiva da fabricante? Há planos de aumentar a infraestrutura?
Cavalheiro - A Usaflex produz 5 milhões de pares por ano. São 550 modelos diferentes. Recentemente, lançou uma linha masculina (que vai começar a ser distribuída em outubro), para homens que têm diabetes e não podem machucar os pés. Já vendemos muito este produto para as mulheres. Quanto à infraestrutura, estamos focados na expansão das atividades em Igrejinha (RS), onde estamos investindo em mudança de layout, e aumento de quadro, com implementação do turno da noite. Com isso, a produção deve aumentar entre 12% a 15%. Também reforçamos equipes das cidades de Taquara e Dois Irmãos. Em Parobé, alugamos uma ex-fábrica da Azaleia - uma unidade em torno de 8 mil m² -, que, após uma reforma, vai representar um aumento de 25% da capacidade produtiva (atualmente em torno de 25 mil pares dias).
Empresas & Negócios - Quanto será investido em Parobé?
Cavalheiro - Até o momento, para a reforma das instalações, já foram injetados em torno de R$ 400 mil; mas, daqui a dois anos, o investimento deve passar de R$ 2 milhões.
Empresas & Negócios - Por que escolheram Parobé?
Cavalheiro - Tínhamos 19 cidades para escolher, mas Parobé foi eleita pela proximidade, mão de obra qualificada e condições comerciais de aluguel mais favoráveis. Além disso, a prefeitura está oferecendo benefícios (abatimento do valor do aluguel).
Empresas & Negócios - Qual previsão de faturamento neste ano?
Cavalheiro - A partir das consultorias, iremos implementar entre novembro deste ano e março do ano que vem (para rever fluxo fabril e repensar layout, capacitação, maquinário), acredito que as mudanças devam causar impacto grande na produtividade (considerando também o funcionamento da nova unidade). Aumentamos também o quadro de funcionários em três unidades, somando 250 pessoas à empresa. Com tudo isso, neste ano, o faturamento deve chegar em torno de R$ 350 milhões, com crescimento de 20% em relação a 2016 - o mesmo crescimento já previsto para o ano que vem.
Empresas & Negócios - A crise afetou o mercado de calçados no Brasil?
Cavalheiro - A crise foi muito dura com as empresas medianas em termos de faturamento. No caso da Usafelx, tinha toda uma governança, que inclusive atraiu o fundo carioca. Também há concorrência muito competente no Brasil, com calçados fortes, que exportam muito. As empresas organizadas, com algum tamanho, sobreviveram na crise - já as pequenas e médias sofreram demais, e muitas fecharam as portas. Houve uma redução do número de marcas, o que gerou concentração de mercado. Mas a demanda é muito boa e deve apresentar crescimento agora que a economia parece estar se recuperando.
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