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Porto Alegre, quarta-feira, 27 de setembro de 2017. Atualizado às 10h35.

Jornal do Comércio

Política

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Alterada em 27/09 às 10h39min

Após 40 anos no PCdoB, Aldo Rebelo entra no PSB e critica corporações

Rabelo (e) é apontado como 'coringa' para o partido nas eleições de 2018

Rabelo (e) é apontado como 'coringa' para o partido nas eleições de 2018


PSB NACIONAL/DIVULGAÇÃO/JC
Folhapress
O ex-presidente da Câmara e ex-ministro Aldo Rebelo trocou nesta terça-feira (26) o PCdoB pelo PSB, com um discurso em que criticou "corporações iluminadas" que pretendem "substituir a política".
Rebelo assinou a ficha de filiação ao partido socialista depois de militar por 40 anos nas fileiras do PCdoB. Ele é apontado como "coringa" para o PSB nas eleições de 2018: pode ser candidato a presidente, vice ou senador. Em seu discurso, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff defendeu a valorização da política tradicional e fez uma crítica ao Ministério Público e ao Judiciário, sem citar as instituições.
"Vemos hoje uma tentativa de corporações que se julgam deuses de tentar subtrair da política os destinos da população. Temos que reafirmar a política como único caminho e alternativa. Nenhuma corporação iluminada pode substituir a política", afirmou em seu discurso.
Rebelo fez ainda uma comparação velada entre o momento atual e as circunstâncias do golpe militar de 1964, em que "corporações públicas tentaram substituir a política". "E sabemos o que isso produziu."
Em entrevista após a cerimônia, o ex-deputado afirmou que o combate à corrupção é uma tarefa importante, mas que "usar essa prerrogativa para substituir a política não é razoável".
Questionado sobre as investigações contra o ex-presidente Lula, Rebelo disse que elas são movidas pelo interesse de "afastá-lo da disputa eleitoral". "Essas acusações são movidas não apenas por fatos. Ninguém deve ser afastado de uma disputa eleitoral a não ser quando há provas e julgamento definitivo com provas dos crimes que essa pessoa cometeu. Até hoje, essas provas não foram apresentadas", declarou.
Rebelo, que foi ministro da Defesa de 2015 a 2016, disse que não vê "clima nem interesse" nas Forças Armadas em realizar uma intervenção militar no Brasil, apesar de declarações nesse sentido feitas pelo general Antonio Hamilton Mourão.
"Convivi com os militares e não acho que esse seja o ânimo. Isso traria consequências muito ruins para o país e para os próprios militares, que não desejam participar de outra situação como a que nós vivemos no passado", declarou.
O ex-ministro evitou criticar a decisão do governo e do comando do Exército de não punir Mourão formalmente, e se limitou a defender o respeito à hierarquia e à disciplina na corporação.
A filiação de Aldo Rebelo ao PSB é um movimento do partido para ampliar suas fileiras e tentar se apresentar como uma alternativa ao PT no campo da esquerda. "Os dirigentes defendem que o PSB não seja parte do projeto de um outro partido e ele tenha seu projeto e busque a unidade, mas sem subordinação", disse Rebelo.
Apesar de alguns dirigentes do PSB defenderem o distanciamento entre a sigla e o PT, o ex-ministro afirmou que é preciso manter o diálogo com os petistas.
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