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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de setembro de 2017. Atualizado às 22h34.

Jornal do Comércio

Política

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operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 26/09/2017. Alterada em 25/09 às 21h09min

Cunha ataca delação de Funaro após ter acordo rejeitado pela PGR

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) redigiu uma nota, divulgada ontem,  em que ataca a delação premiada do corretor Lúcio Funaro, apontado como antigo operador do parlamentar.
"Repudio com veemência o conteúdo (dos depoimentos de Funaro). (Trata-se) de mais uma delação sem provas, que visa a corroborar outras delações também sem provas, onde o delator relata fatos (de) que inclusive não participou e não tinha qualquer possibilidade de acesso a informações", escreveu Cunha.
O ex-presidente da Câmara diz que as delações premiadas chegaram "ao ponto máximo da desmoralização". "Basta concordar com qualquer coisa que a acusação encomendar para obter infinitos benefícios." O movimento de Cunha ocorre no momento em que estão travadas as conversas sobre sua própria delação - que negocia há meses com a Procuradoria-Geral da República (PGR), sem sucesso.
Os investigadores rejeitaram assinar delações com os dois presos, por entender que a dupla atuava em conjunto e forneceria informações semelhantes, o que não justificaria a concessão de benefícios para ambos.
A delação premiada de Funaro foi homologada no início de setembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em seus depoimentos, ele afirmou que Cunha distribuiu propina a diversos aliados, entre eles o presidente Michel Temer (PMDB). Conforme noticiou a Folha de S.Paulo, Cunha vai acionar a Justiça para tentar anular o acordo de delação de Funaro. Ele alega que trechos de uma proposta de colaboração preparada por ele foram enxertados no acordo do doleiro.
 

Moro condena sucessor de Barusco na Petrobras a 15 anos de prisão

O juiz Sérgio Moro condenou o ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves a 15 anos e dois meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Gonçalves, que sucedeu a Pedro Barusco como gerente executivo da Área de Engenharia e Serviços no período entre março de 2011 e maio de 2012, foi preso em março, na 39ª fase da Operação Lava Jato. A sentença, divulgada na manhã desta segunda-feira, também condena outras quatro pessoas. A denúncia, aceita em abril deste ano, indica que executivos das empreiteiras Odebrecht e UTC pagaram R$ 56 milhões em propinas a Gonçalves e ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque em troca de contratos.
Os valores foram pagos em dois contratos celebrados pela Petrobras em duas obras diferentes no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O primeiro contrato, com o consórcio Pipe Rack (Odebrecht, UTC, Mendes Junior), teria rendido uma propina de R$ 18,6 milhões. No segundo, obtido pelo consórcio formado por Odebrecht, UTC e PPI, os valores chegaram a R$ 38,2 milhões.
Na decisão, Moro diz ter provas "acima de qualquer dúvida razoável" de que Gonçalves recebeu propina com a celebração dos contratos.
Os outros condenados são Walmir Pinheiro Santana, ex-diretor financeiro da UTC Engenharia; Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo, ex-diretores da Odebrecht; e Olívio Rodrigues Júnior, também ligado à empreiteira.
À exceção de Santana, condenado a oito anos de reclusão, todos eles receberam penas de sete anos e seis meses em regime fechado.
Gonçalves assumiu o cargo em março de 2011 e teria participado do acerto de propinas.
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