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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de setembro de 2017. Atualizado às 00h18.

Jornal do Comércio

Política

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Lava Jato

Notícia da edição impressa de 14/09/2017. Alterada em 13/09 às 21h43min

Juiz manda para o Supremo caso do 'bunker' de R$ 51 milhões de Geddel

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, encaminhou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) o caso do "bunker" do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). O envio decorre da suspeita de que o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, possa ter ligação com os R$ 51 milhões apreendidos no apartamento em Salvador (BA). Oliveira pediu que o caso seja enviado ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato.
"Conclui-se que, embora não existam indícios de participação do deputado Lúcio Vieira Lima nos fatos anteriores à apreensão dos valores, até agora somente vinculados às pessoas de Geddel Vieira e Gustavo Pedreira, o certo é que a partir de agora, diante da existência de sinais de provas capazes de levá-lo a eventual indiciamento no delito de lavagem de dinheiro, delito este que até o que se sabe possui relação com o anterior (fraudes na Caixa Econômica Federal, Operação "Cui Bono"), o processo não poderá prosseguir neste Juízo, sem antes haver uma cognição pelo Supremo Tribunal Federal sobre todos as questões referentes aos procedimentos diretos e circunstanciais a esta apuração", afirma o juiz em sua decisão.
Indícios reunidos pela Polícia Federal (PF) reforçam a associação dos R$ 51 milhões a Geddel Vieira Lima e complicam ainda mais a situação do ex-ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer (PMDB).
A origem dos R$ 51 milhões ainda permanece misteriosa. A suspeita da Polícia Federal (PF) é que parte do dinheiro se trata de propinas para viabilizar a liberação de crédito do FI-FGTS a empresas.
Geddel é suspeito de receber R$ 20 milhões em propinas. O peemedebista foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Ele também foi ministro no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O caso é analisado na Justiça Federal em Brasília. O ex-ministro foi preso preventivamente em 3 de julho dentro da Operação Cui Bono, suspeito de atrapalhar investigações.
Os fatos novos, surgidos na Operação Tesouro Perdido, que apreendeu os R$ 51 milhões, podem motivar uma nova prisão de Geddel, independentemente do benefício obtido no Tribunal Regional Federal. Para isso, a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal podem fazer pedido nesta direção à Justiça Federal em Brasília.
Na terça-feira, a PF cumpriu o mandado de busca e apreensão no apartamento de número 201 num edifício residencial em Salvador. Os policiais federais descobriram que o ex-ministro alugou há cerca de cinco anos o apartamento de número 202 do mesmo edifício.
As informações foram registradas em relatório da PF que pediu à Justiça Federal em Brasília a expedição de mandado de busca e apreensão no apartamento, localizado na rua Barão de Loreto.
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