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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de setembro de 2017. Atualizado às 22h40.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 26/09/2017. Alterada em 25/09 às 20h31min

Praça do novo lugar: Praça da Matriz

Nilton Santos
Criada por volta de 1760 no Morro da Praia (antes o local era um cemitério), a Praça da Matriz deve seu nome à construção da igreja, embora já tenha tido outras denominações. Em 1772, apareceu no primeiro mapa da cidade como Praça do Novo Lugar. Depois, virou Praça do Palácio da Presidência ou do Governador, com a mudança da capital da Capitania do Rio Grande de São Pedro do município de Viamão para Porto Alegre.
Na visita do imperador à já Província de São Pedro (1865), de uma forma elegante, o nome mudou para praça Dom Pedro II. Encerrado o período imperial, a praça troca de alcunha novamente, tornando-se Praça Marechal Deodoro em homenagem ao proclamador da República (1889). No entanto, como vontade do povo não se muda com decreto, o nome que pegou mesmo foi Praça da Matriz. Essa praça histórica, que já foi palco de discursos inflamáveis de governantes, de proteção aos mandatários do Palácio de Barro e depois Piratini, dos acampamentos dos sem-terra, dos professores e de funcionários públicos, e que serve de residência para moradores de rua e ponto de comercialização de drogas, começa a passar por reformas. A primeira obra, e que vai custar mais de R$ 1,2 milhão, é a restauração do monumento a Júlio de Castilhos, obra dos artistas Décio Villares e Jacob Aloys Friedrichs. A pergunta que fica é: e o restante da praça, vai ser refeito? Haverá postes com lâmpadas que clareiam o logradouro à noite, ou o local continuará entregue à escuridão? Serão plantadas árvores? E um banheiro público, será construído, evitando que pessoas usem os arbustos para fazer suas necessidades? A praça é pública e de responsabilidade da prefeitura, será que os porto-alegrenses poderão ver, finalmente, segurança efetiva no local, com a presença da Guarda Municipal durante as 24h? As perguntas ficam aqui, esperando as respostas. O que se quer é uma nova Praça da Matriz no mesmo lugar.
Jornalista e cientista político
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