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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de setembro de 2017. Atualizado às 16h44.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 04/09/2017. Alterada em 03/09 às 20h38min

Expointer e a vocação brasileira para o agronegócio

O Brasil tem um dos maiores Produtos Internos Brutos (PIB) do mundo, mas ainda assim continua com dificuldades no mercado internacional. Atualmente, o País responde por apenas 1,2% do comércio global, resultado da falta de uma política externa mais ousada, conforme análise dos especialistas.
Com o fim da 40ª Expointer, sucesso mesmo em meio à crise que preocupa a todos, volta-se a ver que precisamos de maior inserção nos mercados externos, começando pela cadeia produtiva do agronegócio.
Com exceção do Mercosul, não fizemos acordos bilaterais ou regionais com grandes nações, tendo preferido apostar em negociações pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Isso, para muitos, se mostrou uma estratégia equivocada. Acontece que Europa, Japão e Coreia do Sul se basearam no modelo exportador após a Segunda Guerra Mundial e obtiveram sucesso.
Comércio é uma via de mão dupla. É preciso importar para equilibrar a balança econômica. Aí surge o grande papel do agronegócio na expansão de mercado e na recuperação econômica do Brasil, principalmente devido a capacidade de expansão da área plantada em aproximadamente 115 milhões de hectares.
A participação do agronegócio brasileiro no mercado mundial é de 7,04%. É preciso atenção nas altas tarifas de importação e uma maior agressividade no mercado para aumentar esse índice, alertam analistas do setor.
O crescimento da demanda por alimentos também deve contribuir para o ganho de mercado internacional. A projeção de aumento populacional até 2050 é alta, estima-se que o número de habitantes no mundo chegue a quase 10 bilhões.
Aliados a essa expectativa, fatores como longevidade, fertilidade e alteração na renda per capita em diversos países têm reorganizado a demanda por alimentos no planeta. Atender a essa necessidade exige atenção a aspectos que podem afetar o volume de oferta de produtos pelo setor.
É preciso refletir sobre como o setor e o País vão se posicionar diante de uma mudança tão drástica e uma demanda tão grande, advinda do crescimento populacional. Paralelamente, com o aumento da oferta do produto russo, nunca houve tanto trigo disponível no mercado, chegando a aproximadamente 737 milhões de toneladas, segundo sindicalistas da área. É uma quantidade muito grande e o consumo não acompanhou a produção.
Também devemos apostar no potencial da carne de frango, pois, atualmente, somos o único exportador de aves livre do diagnóstico da gripe aviária. Temos um sistema de integração extremamente profissional, gerando tecnologia no campo. O Brasil exporta tecnologia com profissionais e conhecimento. Além disso, temos potencial para alavancar a carne suína, que é a proteína animal mais consumida no mundo. Vamos discutir sanidade, produção e mercado, mas também queremos quebrar paradigmas. Por isso, os produtores têm que mostrar que é uma carne saudável, e não é só o pernil do final de ano.
Enfim, o sucesso da 40ª Expointer reanimou, como de hábito, a esperança em dias melhores para o Rio Grande do Sul. Tudo ajudou e a movimentação no Parque de Exposições Assis Brasil foi muito boa, também com bons negócios.
Importa é que tenhamos projetos para um novo futuro para o Rio Grande do Sul, independentemente dos governos que venham a suceder o atual.
 
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