Porto Alegre, quinta-feira, 14 de setembro de 2017. Atualizado às 10h53.

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Mercado

Notícia da edição impressa de 14/09/2017. Alterada em 14/09 às 10h54min

Exigência profissional faz triagem e ajuda a qualificar a contabilidade no Brasil

Coelho vê a modernização como aliada do especialista

Coelho vê a modernização como aliada do especialista


ROBSON CESCO/DIVULGAÇÃO/JC
Assim como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) realiza um teste de suficiência com os recém-formados em Ciências Contábeis. O objetivo, tal qual o exame para advogado, é fazer uma triagem e testar se o candidato está pronto para exercer a profissão. Conforme dados da Fundação Brasileira de Contabilidade, apenas um em cada quatro inscritos foi aprovado na primeira edição de 2017 da prova (são duas por ano, a próxima será em outubro). No total, o quadro de registrados soma 530 mil profissionais em todo o País. A exigência, sem dúvida, ajuda a qualificar a carreira, porém, mais do que o conhecimento técnico do que foi visto na graduação, há uma busca incessante por parte do CFC para ver se o aspirante a contador está a par da vivência no dia a dia, bastante modificada nos últimos anos.
Talvez por isso a profissão seja uma das mais exigentes. Fazer a contabilidade é mais do que apurar números, mas estar a par daquilo que o mundo exige, em especial a tecnologia. O presidente do CFC, José Martonio Alves Coelho, vê a modernização como aliada do especialista. "Hoje, é importante também para o contador conectar-se aos profissionais ao redor do mundo para colher novas experiências. Com a internet, isso foi muito facilitado", avalia. A rede de computadores também ajudou a acabar, por exemplo, com os enormes livros de registros necessários a cada ano fiscal, uma vez que é possível fazer toda a escrituração pelas ferramentas proporcionadas, em especial pela Receita Federal. "Na edição passada da convenção, falei acerca do 'contador 2.0', atento às demandas digitais. Esse profissional, hoje, é uma realidade. Nós, detentores de uma das mais importantes carreiras do mundo, contribuímos para o crescimento e desenvolvimento social e econômico, mas precisamos nos adaptar. É um caminho sem volta", afirma Coelho.
O dirigente também analisa o cenário atual do empresariado no Brasil. Conforme levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado, seis em cada 10 empresas fecham antes de completar quatro anos de existência. A maioria é micro e pequena empresa, todas com dificuldade em se manter competitivas no mercado. Por isso Coelho entende como fundamental a presença e participação do contador para aliviar esse número. "Por ter em mãos todas as informações financeiras da empresa, ele é o profissional com o conhecimento e a experiência suficientes para atuar nas tomadas de decisões. Ele é capaz de ter uma visão geral sobre o negócio e ajudar a fomentá-lo", argumenta.
Contudo o empresário deve ter cuidados com outros pontos do negócio antes de acionar o escritório de contabilidade. A boa governança no dia a dia, com estabelecimento de metas, e qualidade em atendimento e produto são pontos tão importantes para a evolução do negócio quanto a questão fiscal. "É muito importante que as empresas adotem políticas de boa governança tributária. Neste momento, a figura do contador é de suma importância na orientação ao empresário. Muitos erros podem ser evitados se o empresário tiver ao seu lado um profissional da contabilidade para auxiliar", afirma o presidente do CFC.
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