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Porto Alegre, terça-feira, 26 de setembro de 2017. Atualizado às 23h44.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 27/09/2017. Alterada em 26/09 às 22h24min

Oracle encara o desafio de se reinventar

Rodrigo Galvão está na presidência da multinacional no Brasil há pouco mais de três meses

Rodrigo Galvão está na presidência da multinacional no Brasil há pouco mais de três meses


MARCO QUINTANA/MARCO QUINTANA/JC
Patricia Knebel
Há uma energia nova circulando pelo ecossistema da Oracle, empresa tradicional e gigante de tecnologia que fechou o ano fiscal de 2017 (junho 2016 a maio 2017) com receitas de US$ 37,9 bilhões. São tempos de transformação. No Brasil, dos gestores ao time de profissionais, clientes e parceiros, o tema reinvenção nunca esteve tão presente. Um dos impulsionadores deste momento é o novo presidente da multinacional no País, Rodrigo Galvão. Ele, que já está na empresa há 15 anos, assumiu, há pouco mais de três meses, o posto máximo da operação, tornando-se um dos mais jovens CEOs. E é também um dos mais irreverentes. No seu primeiro evento oficial no cargo, que reuniu mais de 1 mil pessoas, ele recebeu o desafio de, em 15 minutos, passar a sua mensagem para os colaboradores. E decidiu cantar para quebrar o gelo. "Subi ao palco, olhei para eles e perguntei: canto ou não canto? Eles já me conheciam, sabiam deste meu hobby e me incentivaram", relembra, aos risos, contando que cantou uma música sertaneja. Em poucos minutos, o executivo mostrou o clima que deve nortear a sua gestão, e que, segundo ele, está alinhado com a mudança que vem acontecendo na empresa. Galvão é casado, tem dois filhos e é apaixonado por esportes. Pratica tênis desde os sete anos, joga futebol e acorda cedo para correr. Muitas vezes, vai de bicicleta ao trabalho. Hábitos saudáveis e leves, que devem ajudá-lo nos desafios que vêm pela frente. "É uma grande responsabilidade. Mas conheço a empresa e o mercado em que atuamos, e isso me dá muita segurança", diz.
Jornal do Comércio - Em meio a toda esta transformação pela qual os negócios estão passando, o que a Oracle vislumbra para o futuro?
Rodrigo Galvão - O nosso sonho é que a Oracle seja a plataforma tecnológica viabilizadora da transformação do mundo, o que envolve as empresas que trabalham conosco e os nossos clientes. O momento é de transformação do mercado como um todo. É uma nova forma de os clientes comprarem os produtos, saindo do mundo on premise para a cloud. Diante disso, a cultura da empresa precisa mudar. A mentalidade dos nossos colaboradores se modifica na mesma intensidade que os negócios. O meu trabalho é levar leveza e transmitir estes novos valores para a força de vendas. O modelo do passado da Oracle foi muito bem-sucedido e hoje funciona como uma espécie de grande base de dados para pegarmos as informações do que deu certo e tomar as nossas decisões olhando para o futuro.
JC - De que forma a proximidade com as startups contribui para essa reinvenção?
Galvão - Nos transformarmos nesta plataforma viabilizadora da transformação do mundo passa por três pilares que elegemos: empreendedorismo, social e educação. No caso do empreendedorismo, estamos investindo nas startups, especialmente com o Oracle Startup Cloud Accelerator (Osca), nosso programa de mentoria e aceleração (além da capital paulista, o programa inclui Bangalore, Bristol, Delhi-NCR, Mumbai, Paris, Singapura e Tel Aviv). Começamos reunindo um grupo de pessoas para discutir a nossa atuação nesse ecossistema. O objetivo é fomentar empreendimentos e conexões nacionais e internacionais. Não pegamos equity das empresas, o que faz com que a qualidade das startups que nos procuram seja diferenciada. Isso porque as que já estão investidas podem participar também. Em um mês e meio, já tínhamos 500 inscritas. Escolhemos seis companhias que estamos acelerando, por meio de mentoria e investimento. O nosso ganho é promover o empreendedorismo para fora, e incentivar que as jovens operações já nasçam usando a nossa tecnologia ou passem a usar, além de influenciarem o mercado na qual estão inseridas. Tem sido fantástico. No pilar da educação, o nosso foco tem sido investir nas universidades e no Ensino Médio, visando a capacitação e formação dos executivos do futuro. Já no aspecto social, temos feito várias coisas. Toda transformação tem que agregar propósito. Queremos que as pessoas percebam os nossos ideais, que os profissionais das novas gerações queiram trabalhar conosco e que a gente possa devolver para a sociedade o que o País nos dá.
JC - Como a Oracle tem usado as tecnologias emergentes para entregar novas soluções de negócios?
Galvão - A Oracle tem soluções que utilizam todas as novas tecnologias. Cloud, por exemplo, veio para democratizar a oferta de soluções. Não importa o tamanho da empresa, existe um mar de possibilidades para o cliente endereçar as suas necessidades. Temos um laboratório de inovação onde testamos e discutimos aplicações de Big Data, Machine Learning e Internet das Coisas (IoT), como o uso do chip no boi, mapeamento de geolocalização e para fazer análises preditivas de doenças. Também realizamos hackathons, em que levamos um problema de uma empresa real e oferecemos a estrutura de Big Data da Oracle para eles buscarem soluções. Isso já gerou resultados fantásticos nos nossos clientes. Transformar é trazer o novo, o que não é óbvio, e é isso que temos feito.
JC - Como a empresa tem se aproveitado do seu know how em dados para crescer no mercado de Big Data?
Galvão - O maior ativo de uma empresa são os seus dados, e a Oracle tem isso muito claro dentro da sua oferta. A nossa solução nesta área é 100% aberta. Temos quatro linhas de produtos em cloud: SaaS, PaaS, IaaS e, claro, Data as a Service (DaaS). Além deste pilar de dado como serviço, temos uma série de soluções em cima desta tecnologia. Hoje, essa é uma área muito bem estruturada dentro da companhia, pois é vista como um negócio do futuro.
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